Paulo Arsénio sobre Patrimónios do Sul: “Vemos esta feira sempre como um investimento” (c/som e fotos)

Desde ontem, 11 de Outubro, e até ao próximo dia 13, o Parque de Feiras e Exposições de Beja recebe o certame ‘Patrimónios do Sul’. Odigital.pt marcou presença no dia inaugural e entrevistou o presidente da Câmara Municipal de Beja, Paulo Arsénio.

O autarca começou por explicar, que em termos de concelho, esta é “uma das duas grandes mostras. A outra é a Ovibeja numa dimensão muito maior mas com características substancialmente diferentes. Nós aqui não estamos a mostrar propriamente o mundo agrícola como a Ovibeja mostra, porque isso seriam duas cópias e duas feiras iguais em Beja, algo que não queremos”.

No Patrimónios do Sul, “mostramos o nosso artesanato, as nossas artes, as nossas tradições e depois encaixamos a nossa gastronomia, os nossos vinhos, a nossa forma de educar as crianças através do Beja Educa, encaixamos as nossas artes e tradições mais rurais através da Caça & Pesca, enquadramos aquilo que é uma das tradições do nosso território que é a tauromaquia, depois os espectáculos e as tasquinhas. E portanto tudo isso acaba por encaixar nesta feira, no fundo como nós a definimos, é uma feira globalmente grande, constituída por várias pequenas feiras dentro dela. E depois, naturalmente a Vinipax que vai na 13ª edição e que é também um dos grandes destaques deste Patrimónios do Sul, portanto temos uma feira bem constituída, bem arrumada, muito simpática para os visitantes, e em que as pessoas, pequenos e graúdos, encontram certamente algum ponto de interesse na feira. Podem não ter interesse pelas 10 amostras especificas que aqui temos mas há alguma que lhes agrada e que vai de encontro aos seus interesses enquanto cidadão. Temos uma feira diversificada, multifacetada, muito flexível e portanto isso torna-a também diferente de todas as outras que existem”.

Sobre a importância de mostrar o que de melhor se faz no concelho, diz que “esse é também o nosso objectivo e isso tem sido conseguido. Temos também a participação de várias juntas de freguesia no pavilhão institucional, quer dizer que estão a aderir a esta feira, foi um desafio difícil mas começam a aderir e quer dizer que também se querem mostrar na cidade. Depois é uma feira que este ano a estamos a enquadrar muito na vertente turística, apresentámos o Beja 360, apresentámos o roteiro das cidades e das aldeias, portanto queremos também ganhar alguma dimensão turística, há aqui vários agro-turismos, queremos que no futuro sejam mais os agro-turismos presentes porque começamos a ser muito ricos em termos de escala nos agro-turismos. E portanto o caminho faz-se caminhando, isto não é como uma varinha de condão, mas as coisas estão a acontecer e estão efectivamente no bom caminho. Isso anima-nos muito a continuar, é uma feira com futuro e é uma feira que está a ser muito bem recebida e o primeiro feedback que temos dos visitantes, obviamente com um ou outro ponto negativo, é muito, muito positivo. Isso contenta-nos porque pensámos na estruturação desta feira com base nos vários locais, porque não sendo uma feira muito grande é uma feira que engloba dez temáticas diferentes dentro delas, e o espaço sendo grande, em termos de combinações entre os diferentes espaços não é fácil, não é nada fácil. Isso levou algum tempo a pensá-lo mas pensámos da melhor forma possível e hoje é ainda o primeiro dia, começou apenas há algumas horas, esta noite teremos já um primeiro sinal e no final dos próximos dois dias faremos um balanço final mas estamos no bom caminho. Vai ser uma excelente feira certamente”.

Sobre o orçamento para este certame, revelou que “nós apresentaremos as contas assim que a feira fechar, mas este é um investimento que a câmara faz anualmente, é a única feira organizada pela câmara de Beja, há muitos territórios que têm várias feiras, nós apenas fazemos esta e vale a pena fazê-la. A altura do ano é altura certa, final do verão e início de outono, e temos um investimento que andará na ordem dos 300 / 350 mil euros, algures nesse espaço, sendo que esse é o valor já com espectáculos e IVA incluídos”.

Questionado se o valor deixado pelos visitantes no concelho supera o investimento, disse que “ temos essa expectativa, entre aquilo que fica na cidade e aquilo que é o investimento da Câmara Municipal de Beja, mas o nosso principal objectivo é mostrarmos-nos, apelar a que as pessoas nos visitem, temos um conjunto de espectáculos aliciantes, os espectáculos acabam sempre por chamar algum público, principalmente o mais jovem, e as pessoas depois têm sempre curiosidade em entrar em alguns dos espaços, ver, conhecer. Isso é bom para os operadores, para o município e para quem nos visita, portanto vemos esta feira sempre como um investimento. Beja tem obrigação de a fazer, e tem obrigação de a fazer cada vez melhor, e julgo que estamos no bom caminho. Temos adequado os custos aquilo que é possível à Câmara de Beja fazer, portanto estamos muito satisfeitos”.

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