O “Programa de Formação e Integração de Migrantes e Beneficiários de Proteção Internacional no Setor do Turismo” registou uma forte adesão, com 5.378 candidaturas e 1.299 vagas disponibilizadas por 329 empresas. Inicialmente previsto para mil participantes, o programa foi alargado para acolher todos os estagiários inscritos, sendo uma das medidas do programa governamental «Acelerar a Economia».
A fase de candidaturas revelou uma grande diversidade de nacionalidades, com candidatos oriundos de 75 países. O Brasil é o país mais representado, seguido de Angola, Índia, Nepal, Paquistão e Bangladesh. Lisboa concentrou o maior número de inscrições (1.821), seguida do Porto (931) e Setúbal (567). Mais de metade dos candidatos tem formação equivalente ao ensino secundário, e 59% são do género feminino.
A adesão das empresas também superou as expectativas, abrangendo setores como hotelaria, restauração, turismo em espaço rural e animação turística. A formação será ministrada na Rede de Escolas do Turismo de Portugal entre 17 de fevereiro e final de maio, estando prevista a criação de 40 grupos de 25 formandos. Os estágios nas empresas iniciar-se-ão a partir de 1 de junho, devendo todos estar em curso até final de outubro.
Pedro Machado, Secretário de Estado do Turismo, destacou que o programa contribui para «o fortalecimento da competitividade e resiliência das empresas do setor» e reforça a inclusão social. Carlos Abade, Presidente do Turismo de Portugal, sublinhou que a adesão expressiva ao programa demonstra a sua relevância para o mercado de trabalho e para a qualificação profissional no setor.
A iniciativa resulta de uma parceria entre a Agência para a Imigração e Mobilidade (AIMA), o Turismo de Portugal e a Confederação do Turismo de Portugal, com o objetivo de reforçar a empregabilidade e a qualificação de migrantes, respondendo a desafios demográficos e de recursos humanos no setor.

















