Hutchinson realça que tem aplicado aumentos salariais acima da inflação

A direção da Hutchinson disse hoje, na sequência da greve que termina hoje na fábrica de Campo Maior (Portalegre), que os trabalhadores têm tido nos últimos anos atualizações salariais superiores à inflação.

“As atualizações salariais concretizadas ao longo dos anos em Campo Maior têm sido sempre superiores à inflação e, no presente ano de 2024 correspondem, para as categorias profissionais mais representativas, a um ganho superior a 8% face à remuneração de 2023, ou seja, muito acima da inflação média de 2023 que se situa em 4,3%”, pode ler-se num comunicado divulgado ao final da tarde.

O comunicado da empresa surge no dia em que os trabalhadores cumprem uma greve convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul (SITE Sul) para exigir aumentos salariais, entre outras reivindicações.

A organização sindical disse à Lusa que a adesão à greve ronda os 70%, enquanto a empresa não indica dados sobre a paralisação.

A Hutchinson fabrica peças moldadas em borracha desde 1999 e, segundo destaca, “ao longo dos últimos 25 anos, tem investido no desenvolvimento da fábrica, criando muitos postos de trabalho diretos”.

A empresa emprega 556 trabalhadores permanentes, dos quais 70 foram recrutados em 2023, refere a Hutchinson, de origem francesa e que em Portugal tem três fábricas (em Campo Maior, em Portalegre e em Valongo).

Segundo disse esta tarde à Lusa Eduardo Florindo, dirigente do SITE Sul, a greve que teve início às 00:00 de quarta-feira “ronda os 70%” de adesão.

“Nos primeiros dois turnos [a greve] teve uma média de 80%” de adesão, explicou o dirigente, acrescentando que “o último turno que começou às 14:00 de hoje também teve uma forte adesão” por parte dos trabalhadores.

“Podemos dizer que no geral a adesão dos trabalhadores destes três turnos deve andar à volta dos 70%. É uma boa adesão e não nos podemos esquecer que, em 24 anos de existência da empresa, é a primeira greve que estes trabalhadores fazem”, afirmou.

Os trabalhadores reivindicam o aumento salarial, a atualização do subsídio de refeição, aplicação de diuturnidades, pagamento das horas efetuadas aos sábados e dias feriados como trabalho suplementar e a atribuição do dia de aniversário.

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