A Associação Qualifica/oriGIn Portugal vai avançar com uma candidatura a Património Imaterial da Humanidade da Doçaria Conventual, revelou Ana Soeiro, diretora da associação.
Ana Soeiro falava aos jornalistas, à margem da I Feira da Doçaria Conventual que se realizou em Vila Viçosa no passado fim-de-semana.
A diretora da Associação Qualifica/oriGIn Portugal começou por explicar que com a candidatura a Património Imaterial da Humanidade “pretende-se valorizar mais um dos produtos que é nosso, pois, a doçaria conventual portuguesa tem uma riqueza, tem uma pujança, tem uma qualidade que deixa as outras a perder de vista”.
“Queremos que mundo inteiro perceba que temos aqui um património que está nas mãos das doceiras todas”, frisou Ana Soeiro, que acrescentou que “é um saber fazer que tem vindo a passar de geração em geração, mas que se não cultivarmos, desaparece”.
Para a responsável, a Doçaria Conventual “economicamente é um valor, pois, consome matérias-primas nossas, como é o caso dos ovos”, revelando que “já há um acordo com a Associação dos Produtores de Ovos para nos apoiar também e queremos muito valorizar a nossa doçaria”.
Questionada sobre em que fase está a candidatura, Ana Soeiro adiantou que “estamos a começar, foi lançado publicamente em Vila Viçosa”.
Ana Soeiro lamentou que “ganhamos pouco o que nós temos e a Doçaria Conventual é algo único, não há mais ninguém no mundo que tenha o nosso nível doçaria conventual como em Portugal se sabe fazer.”
“Vila Viçosa vai dar um grande contributo, depois hei-de falar com Évora e depois hei-de falar com Beja, pois, queremos muito que isto ande para a frente. Queremos muito valorizar a Doçaria Conventual”, concluiu.

















