“Alentejo Mais Conectado” faz parte do novo Programa Regional e foca-se na mobilidade

O vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Aníbal Reis Costa, revelou, esta quinta-feira, que “o Programa Regional Alentejo 2030 prevê um domínio específico designado por Alentejo Mais Conectado, com foco na mobilidade regional”.

Aníbal Reis Costa falava durante a quarta edição do Energy and Climate Summit dedicada à Mobilidade e ao Transporte Ferroviário, que decorre em Évora âmbito do Projeto GUARDIÕES, promovido pelo Instituto Politécnico de Portalegre (IPP), em parceria com o Fórum da Energia e Clima (FEC) e com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA).

O vice-presidente da CCDR Alentejo, Aníbal Reis Costa, começou por dizer que “é muito importante debater o papel da ferrovia na coesão territorial e no desenvolvimento socioeconómico, com especial oportunidade para as ligações transfronteiriças. O setor dos transportes é atualmente responsável, como aqui já foi dito, por cerca de 25% das emissões de gases com efeito de estufa e o desenvolvimento da ferrovia é reconhecido como um dos instrumentos mais eficazes para atingir a neutralidade carbónica nos transportes, com grande impacto na coesão e desenvolvimento económico do território.”

Para o responsável, “em tempos complexos e desafiantes como os que estamos a viver neste momento, faz todo o sentido articular a oferta do transporte público com as necessidades dos utentes e os meios de transporte com a organização do território, reforçando a importância da intermodalidade da ferrovia com outros modos de transporte e que todos sejam abrangidos pelas preocupações da sustentabilidade e descarbonização.”

Aníbal Reis adiantou que “o Programa Regional Alentejo 2030, aprovado recentemente pela Comissão Europeia, prevê um domínio específico designado por Alentejo Mais Conectado, com foco na mobilidade regional, na vertente ferroviária, designadamente na linha do Alentejo, troço Casa Branca -Beja, através da melhoria das condições de infraestruturais, a modernização, requalificação, eletrificação que contribui para o reforço da oferta de alternativas de transporte.”

O vice-presidente da CCDR Alentejo terminou desafiando os decisores políticos a “refletir sobre a necessidade de se abordar a competitividade entre os modos rodoviário e ferroviário, a oferta de transporte público nos territórios de mais baixa densidade, a mobilidade e os impactos no acesso aos serviços de interesse geral em contexto de rarefação e envelhecimento populacional bem como exigências e capacidade de resposta das autoridades de transporte e ainda abordagens sub-regionais em domínios transversais que extravasam as próprias fronteiras administrativas.”

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