Nos dias 8 e 9 de outubro, o Centro de Artes e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida, em Évora, acolhe o workshop «O mapeamento fotográfico do território. Imagem, processo e pesquisa em arquitetura», conduzido pelo arquiteto e fotógrafo Duarte Belo. A curadoria é de Pedro Guilherme e Sofia Salema, docentes do Departamento de Arquitetura da Universidade de Évora.
A iniciativa é desenvolvida em colaboração com a comunidade CA²RE (Community for Artistic and Architectural Research) e com a Universidade de Évora, através do CHAIA e do IN2PAST. O projeto propõe ampliar o conceito de mapeamento, encarando-o como um ato criativo e crítico que cruza investigação artística, arquitetónica e territorial.
O programa culmina na inauguração da exposição homónima, no dia 9 de outubro, às 18h30, acompanhada de uma conferência de Duarte Belo. A mostra estará patente até 21 de outubro, no Piso 0 do Espaço Atrium, e pode ser visitada de terça a domingo, entre as 10h00 e as 13h00 e das 14h00 às 18h00. A entrada é livre.
O projeto afasta-se das abordagens convencionais da fotografia de paisagem e arquitetura. Baseia-se no vasto arquivo de Duarte Belo, iniciado no final da década de 1980 e composto por mais de 2,4 milhões de imagens. O trabalho procura explorar dimensões metodológicas, simbólicas e ecológico-culturais do mapeamento.
A exposição resulta do trabalho de 15 doutorandos de várias nacionalidades e centros de investigação. Reflete uma prática colaborativa e experimental, aberta ao público, onde o arquivo assume o papel de entidade viva e geradora de conhecimento.
O evento insere-se no campo expandido do mapeamento, entre metodologias artísticas, cartografias performativas e consciência ecológica. Contribui ainda para os objetivos de investigação e formação avançada dos doutoramentos em Arquitetura e Paisagem da Universidade de Évora, promovendo abordagens transdisciplinares e orientadas pela prática em projeto.
Segundo Duarte Belo, «o mapeamento fotográfico do território é leitura do espaço e do tempo; é a criação de um chão onde tudo é evolutivo e se transforma; é a aproximação entre arte e ciência».
A organização é da Fundação Eugénio de Almeida, em parceria com a Universidade de Évora (CHAIA e IN2PAST) e a CA²RE – Community for Artistic and Architectural Research.



















