A 42.ª edição da Volta ao Alentejo em Bicicleta terminou este domingo, 30 de março, com a chegada da última etapa à Praça do Giraldo, em Évora. Joaquim Gomes, diretor da prova, traçou um balanço positivo do evento, salientando a importância desportiva, a mobilização institucional e a segurança como pilares fundamentais da competição.
Apesar das condições meteorológicas adversas nas semanas anteriores ao arranque da prova, a organização considerou que os objetivos foram plenamente atingidos. «É um balanço muito positivo, se pensarmos que as semanas que antecederam a Volta ao Alentejo foram marcadas por muito mau tempo e que eu sempre entendi que poderia prolongar-se Volta ao Alentejo adentro. Essa foi logo a primeira boa notícia», referiu Joaquim Gomes em declarações ao jornal ODigital.pt.
O diretor da competição destacou ainda o desempenho dos atletas e a competitividade que marcou todas as etapas. «Atendendo ao empenho e disponibilidade dos corredores, em particular até dos mais jovens corredores que abrilhantaram desde o primeiro dia, concretizando diariamente até com chegadas muito antes do horário previsto pelo organizador», afirmou, sublinhando o dinamismo da prova.
A chamada “etapa rainha”, realizada no Alto Alentejo, foi apontada como um dos momentos mais marcantes. «Culminou ontem com uma etapa também fantástica, a denominada etapa rainha, marcada por alguns dos maiores picos deste território», indicou Joaquim Gomes, referindo-se ao penúltimo dia da competição, que antecedeu o encerramento em Évora.
A segurança continua a ser um fator central para a organização da Volta ao Alentejo. «Respiramos de alívio porque a nossa principal preocupação da prova sair para a estrada é a segurança. E começamos já com muito empenho, também a pensar na Volta do próximo ano», afirmou.
Com mais de quatro décadas de história, a Volta ao Alentejo mantém-se como uma referência no calendário desportivo nacional. «É o maior evento desportivo do Alentejo», afirmou Joaquim Gomes, acrescentando que «atendendo à sua idade e notoriedade acumulada, é um evento de referência nacional, estruturante do ciclismo profissional português, e que importa criar condições para que ela se prolongue no tempo».
Para o diretor da prova, a coesão institucional que se verifica entre os vários municípios alentejanos tem sido determinante para o sucesso da Volta. «Num território pintado por diversas cores políticas, é motivo de grande satisfação para mim perceber a enorme coesão que existe entre os autarcas em torno deste evento, que eu não me canso de apelidar de a mais bela prova por etapas do mundo.»


















