O músico alentejano Vitorino será distinguido com a Medalha de Mérito Cultural pela ministra da Cultura, Dalila Rodrigues, numa cerimónia que antecede o seu concerto na Casa da Música, no Porto, no próximo dia 9 de fevereiro.
A distinção ocorre no cinquentenário do lançamento do seu primeiro disco, “Semear Salsa Ao Reguinho”. O anúncio foi feito pelo Governo através de uma publicação nas redes sociais.
No concerto, Vitorino apresentará temas do seu álbum mais recente, “Não Sei Do Que É Que Se Trata, Mas Não Concordo”, um trabalho onde interpreta poemas de autores como António Lobo Antunes, Carlos Mota de Oliveira, Florbela Espanca, José Jorge Letria, Miguel Torga e Sérgio Costa, além de originais de sua autoria.
Com uma carreira de cinco décadas, Vitorino continua ativo na composição para o seu repertório e para outros artistas, como Carminho e Camané. Tem também colaborado com músicos de novas gerações, como os D.A.M.A e os KARETUS, segundo informa o seu site oficial.
Natural do Alentejo, mais precisamente da vila de Redondo, Vitorino nasceu numa família de músicos. Cresceu num ambiente onde a música era uma presença constante, tocada pelos seus tios. Entre os seus quatro irmãos, destaca-se Janita Salomé, também músico.
A sua ligação a José Afonso teve início durante a recruta no Algarve. Aos 20 anos, fixou-se em Lisboa, onde frequentou ambientes boémios e tertúlias culturais. Em 1968, ingressou no Curso de Belas Artes, tendo desenvolvido a pintura como expressão artística. Durante a sua emigração em França, estudou pintura e trabalhou na restauração, antes de descobrir que poderia sustentar-se cantando nas ruas e no metro de Paris.
Ainda na capital francesa, integrou-se na comunidade de músicos portugueses emigrados, colaborando com artistas como Sérgio Godinho e José Mário Branco. Trabalhou também em discos de José Afonso, Coro dos Tribunais e Fausto, consolidando um percurso marcante na música portuguesa.



















