Foi apresentado este sábado, dia 18 de maio, o programa “Vila Viçosa + Verde”. Um projeto que pretende reduzir, para já, 25% do depósito em aterro de resíduos sólidos, segundo Inácio Esperança, presidente da autarquia.
O programa começou logo no dia da apresentação com a entrega de três “ecobags” para vidro, plástico e cartão, à população.
«É um programa com o qual pretendemos sensibilizar os nossos munícipes para a necessidade de reciclar e de produzir menos resíduos sólidos indiferenciados», destacou o edil calipolense como proposta principal, que, a longo prazo, se pretende que a redução seja de 50%, dentro de dois anos, e de 75% até 2030.
Afirmou ainda que, com isto, pretende reduzir a despesa municipal, pois «as taxas que temos de pagar à Agência Portuguesa do Ambiente são brutais», referindo que são de 35€ por «tonelada depositada em aterros»: «Vila Viçosa produz nove toneladas de lixo indiferenciado por dia».
«Temos de reduzir isto. O custo é enorme, quer na recolha, quer no tratamento, quer depois para o depositar em aterro», acrescentou.
Inácio Esperança apelou ainda que «aumentem significativamente a colocação de lixo nos ecopontos», esclarecendo que «reciclando o vidro, o plástico e o papel, podemos reduzir 25 a 30% o peso de depósito em aterro»: «Com isso beneficiamos todos, porque quem paga somos todos».
Tocando no ponto de pagamento, o presidente realçou ainda que esse dinheiro “poupado” com a reciclagem, a autarquia pretende «entregar uma percentagem a uma associação de solidariedade social do concelho».
Inácio Esperança apresentou ainda a criação do “EcoViçosa”. Um Centro de Recolha de Resíduos, que «visa recuperar materiais e enviá-los para reciclagem e funciona como reforço para recolhas seletivas dos ecopontos, constituindo-se como uma forma adicional de potenciar a valorização de materiais recicláveis contidos nos resíduos sólidos».
Explicou ainda que «vai estar lá um funcionário municipal que vai triturar os resíduos verdes que são entregues, para depois serem encaminhados para os respetivos recicladores ou para a GESAMB».
O presidente referiu que este programa é «apenas um principio» e que «pode sofrer alterações, se não resultar», mas quer que «ele evolua e que se transforme num verdadeiro programa que nos permita reduzir a despesa e o depósito em aterro».
Este projeto é um investimento de cerca 130 mil euros, onde, segundo o autarca, 70 mil euros «são financiados». Contudo espera «conseguir ainda financiar alguma parte destes 50 mil euros que ainda não foram financiados».
































