Quarta-feira, Fevereiro 8, 2023
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Vila Viçosa: “Não há condições para haver atividades letivas” e admite-se “parar a escola” secundária

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Praticamente desde a reinauguração em 2011, da remodelada Escola Secundária Públia Hortênsia de Castro, em Vila Viçosa, são constantes as queixas do mau estado do equipamento escolar.

Alunos e professores têm-se queixado nos últimos anos da deficiente climatização da escola, com os alunos a terem de levar cobertores para as salas de aula e de professores a levar aquecedores para poderem trabalhar com algumas condições.

Outro dos problemas é a cantina que deixa de funcionar devido a avarias e deixa dezenas de alunos sem refeições.

Com a transferência de competências na área da educação para as autarquias, a Câmara de Vila Viçosa assumiu a confeção das refeições, mas que por diversas vezes essa responsabilidade tem sido colocada em causa devido a avarias na cozinha, à qual a Câmara garante ser alheia.

Ao longo dos últimos anos, a Direção da escola, alunos, professores e agora a Câmara Municipal queixam-se da falta de manutenção por parte da empresa Parque Escolar e acusam a DGEstE – Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares de inoperância perante tal situação.

Em declarações a’ODigital.pt, o presidente da Câmara de Vila Viçosa, Inácio Esperança, começou por dizer que “desde a sua construção, é quase um filme de terror esta escola”, acrescentando que “gerações de alunos nestes últimos anos têm passado pela escola, sofrendo as condições de frio agreste durante o Inverno e de calor imenso durante o Verão, porque o sistema de AVAC nunca funcionou em condições.

O autarca explicou que “o sistema AVAC não só não funciona, como é em termos técnicos muito complexo e exige uma equipa de manutenção em permanência, que não existe há muito tempo, ou seja, não há objetivamente condições para haver atividades letivas para esta escola funcionar, porque ninguém deve estar sujeito a estas temperaturas dentro de uma sala, parados”.

Questionado sobre qual tem sido a resposta da DGEstE, Inácio Esperança refere que “a resposta é nula, e posso dar o exemplo de um forno que alertado que estava avariado em setembro e estamos em janeiro e continua avariado e até neste momento temos um grave problema na cozinha, precisamente por não haver uma equipa de manutenção, porque os sistemas não funcionam, há cortes de gás permanentes automáticos pelo sistema de segurança. Como não há equipa de manutenção, não se consegue rearmar o sistema e ficamos sem gás.

O autarca avançou mesmo que “não estava previsto construirmos uma nova cozinha no novo Centro escolar que estamos a projetar, mas já estamos a ponderar incluí-la no projeto”.

Inácio Esperança foi claro, referindo que “esta escola não funciona, não tem equipa de manutenção e é de facto uma vergonha, pois, é lamentável e repito que já denunciamos junto da DGEstE, mas se toda a situação não ficar resolvida com a maior brevidade, para a semana reuniremos de emergência o Conselho Geral onde a autarquia está representada para pedir medidas efetivamente à escola e aos pais, nomeadamente parar a escola, não permitir que os alunos entrem aqui enquanto isto não for resolvido, infelizmente, vamos ter que chegar a essa atitude.

É lamentável que isto esteja a acontecer, mas também chega a um momento que todos, alunos, pais, professores, funcionários e a Autarquia temos de dizer basta, porque a Parque Escolar recebe 70 mil euros por ano de renda, segundo um contrato e de 30.000 para manutenção e não a faz”, conclui o autarca.

ODigital.pt falou com a professora Ana Paula Alpalhão que afirmou “ter uma escola nova por fora e muito bonita, mas por dentro os miúdos têm que trazer cobertores e nós passamos as aulas quase sem nos mexermos, porque é como se estivéssemos na rua dado o frio ou o calor que temos de aguentar”.

Segundo a docente “temos um sistema de ventilação e de aquecimento que não funciona, o sistema de gás da cozinha também tem dias que não funciona e depois os pais acusam a Direção e até a Câmara quando estes nada têm a ver com a situação”.

É lamentável que uma escola nova esteja assim, apesar das várias solicitações a Parque escolar pouco ou nada tem feito nesta escola. Uma escola que foi construída com material de desgaste rápido, por algum motivo foi”, enfatizou a professora.

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