O Concerto de Reis, promovido pela Fundação da Casa de Bragança e realizado este domingo, 4 de janeiro, na Igreja dos Agostinhos, em Vila Viçosa, confirmou a aposta da instituição na programação cultural regular, com lotação esgotada e forte adesão do público.
Em palco este domingo esteve o grupo de cane Alentejano, “Os Garridos” e o fadista Ricardo Ribeiro, este que foi acompanhado por José Manuel Neto, na guitarra Potuguesa, Carlos Manuel Proença, na viola e Bernardo Saldanha, na viola de fado.
O presidente do Conselho de Administração da Fundação da Casa de Bragança, João de Azevedo, sublinhou a ligação simbólica do evento ao território, recordando que «Vila Viçosa é uma terra de reis e rainhas» e que a realização do Concerto de Reis naquele espaço histórico assume um significado especial. «Em terra de reis e rainhas, celebrar o Concerto de Reis neste espaço magnífico, com a Igreja dos Agostinhos completamente cheia, tem um valor muito próprio», afirmou.
João de Azevedo destacou ainda a elevada procura registada, referindo que houve público que não conseguiu assistir ao espetáculo. «A Igreja esteve lotada, houve pessoas que desistiram porque já não tinham lugar e outras que assistiram em pé. Não estamos aqui para bater recordes, mas é importante perceber esta adesão», disse, acrescentando que «o Concerto de Reis é para ficar».
Segundo o responsável, a Fundação da Casa de Bragança, que conta atualmente com 92 anos, procura renovar e diversificar a sua oferta cultural, criando novas tradições. «Temos de ir reinventando e criando hábitos culturais. O Concerto de Reis é uma nova tradição que se vai manter, tal como muitas outras iniciativas», afirmou.
O presidente do Conselho de Administração recordou ainda que a música tem sido uma presença regular na programação da Fundação, à semelhança do que acontecia há muitos anos. «Todas as últimas sextas-feiras do mês há um concerto na Capela do Paço Ducal. A música sempre fez parte deste espaço», salientou.
Depois de concertos recentes com lotação esgotada, como o recital de Pedro Burmester no final de 2025 e o Concerto de Reis com Ricardo Ribeiro, João de Azevedo admitiu a possibilidade de consolidar um ciclo de concertos na Igreja dos Agostinhos. «Vamos continuar a ter vários tipos de música. É importante que as pessoas aprendam a gostar da música no seu todo», referiu.
No final, deixou ainda uma nota sobre futuras iniciativas, anunciando que a programação cultural da Fundação será alargada a novos espaços. «No próximo ano teremos música nos jardins do Palácio, durante o verão», revelou, sem adiantar mais detalhes.






































































