O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), General José Nunes da Fonseca, presidiu às comemorações do 51º aniversário do Estado-Maior-General das Forças Armadas e à evocação do Condestável Nuno Álvares Pereira, que decorreram em Vila Viçosa.
Perante o Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, o general destacou a importância do exemplo do Santo Condestável como símbolo de coragem, fé e serviço à pátria, no seu discurso.
Um legado de honra e devoção
O General recordou a ligação histórica de Vila Viçosa ao espírito português, sublinhando que a vila é “um lugar de grandeza e de esperança, onde o passado motiva e o futuro se inspira”.
Referiu-se ainda à “fusão do dever e da crença na paz” que marcou a vida de Nuno Álvares Pereira, enaltecendo-o como “figura ímpar da História de Portugal” e “referência inspiradora para os soldados de Portugal”.
“D. Nuno fez da bravura um gesto de fé, da liderança um serviço e da humildade uma vocação”, afirmou o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, sublinhando que o Condestável “alcançou os píncaros da Pátria antes de subir aos altares da Igreja”.
Forças Armadas ao serviço do país e do mundo
José Nunes da Fonseca destacou também o papel ativo das Forças Armadas portuguesas em missões internacionais, pois “mais de 900 militares portugueses encontram-se empenhados em 32 missões no exterior, em quatro continentes, sob as bandeiras da NATO, da União Europeia e das Nações Unidas”, acrescentando que estes representam “o papel de Portugal como ator ativo em prol da segurança internacional e da estabilidade global”.
O general valorizou também o trabalho das Forças Armadas em território nacional, especialmente nas situações de emergência: “Foram empenhados cerca de 14 mil militares em ações de vigilância, prevenção e combate aos incêndios rurais”.
Sublinhou ainda que esses esforços “orgulham as Forças Armadas e consolidam-nas como pilar fundamental da estabilidade interna e da coesão nacional”.
Compromisso com a defesa e modernização
Face aos desafios internacionais, o Chefe do Estado-Maior-General reforçou o compromisso de Portugal com os aliados da NATO.
“O compromisso de atingir 2% do Produto Interno Bruto no investimento em defesa nacional representa um passo inequívoco para a devida capacitação das Forças Armadas Portuguesas”, afirmou.
O General José Nunes da Fonseca destacou ainda o trabalho desenvolvido no âmbito da transformação digital, da inovação tecnológica e da valorização dos recursos humanos, uma vez que “a dignificação da condição militar é um imperativo estratégico e ético”, tendo saudado também “as medidas concretizadas pelo Governo”, como a valorização remuneratória dos militares e a melhoria das infraestruturas e cuidados de saúde.
“Servir é uma honra”
No encerramento do discurso, o General José Nunes da Fonseca enalteceu o espírito de missão dos militares: “Temos sabido percorrer um caminho comum, norteado pela visão de Forças Armadas prontas, flexíveis e tecnologicamente inovadoras”.



















