A localidade de Vila Viçosa acolheu, esta quarta-feira, a apresentação dos trabalhos dos estudantes de Arquitetura da Universidade de Coimbra, tendo como o mármore como ponto central.
A apresentação ocorreu na sede do Centro de Estudos de Cultura, História, Artes e Património – CECHAP, em Vila Viçosa, e juntou alunos, investigadores do CECHAP e técnicos das Câmaras Municipais de Borba e Vila Viçosa.
Segundo nos explicou Guilherme Machado Vaz, professor de projeto do Departamento de Arquitetura da Universidade de Coimbra, “esta é a segunda vez que viemos aqui, pois, estamos a fazer um trabalho dentro da disciplina, um trabalho académico que cujo tema tem a ver com as pedreiras, não é com a jazida, o trabalho vai no sentido de explorar o património e potencializá-lo e, portanto, os alunos estão a desenvolver um trabalho ao nível do projeto de arquitetura”.
O professor explicou ainda que “numa primeira fase, tem a ver com a escala do território e abrange Borba, Vila Viçosa e no fundo o antigo anticlinal de Estremoz e é isso que nós vimos aqui agora, nesta segunda fase, apresentar o resultado desse trabalho para agora, no próximo semestre, dar continuidade e no próximo semestre eles vão já trabalhar ao nível do equipamento.”
“No próximo semestre vão estar a desenvolver cada um desses equipamentos para, no semestre a seguir, trabalha-lho, ou seja, este trabalho académico culmina com a tese de mestrado que eles irão desenvolver no fim deste mestrado integrado”, salientou.
Com o estudo realizado pelos estudantes, foi possível observar “o grande potencial do mármore, pois, desde a época dos romanos que é utilizado como uma pedra preciosa na construção e hoje em dia continua a ser e a prova disso é a exportação para todo o mundo do mármore e os arquitetos continuam a querer utilizá-la o mais possível, por isso é muito interessante perceber também as tendências”, disse o professore responsável.
Guilherme Machado Vaz acrescentou que “com este projeto estamos também a sensibilizar os futuros arquitetos para o património do mármore, para que o mármore do anticlinal possa continuar a ser trabalhado com grande qualidade e pujança nas mais variadas utilizações”.
Falámos também com Carlos Filipe, presidente do CECHAP, que se congratulou pelo Centro ser parceiro deste projeto, referindo que “valorizamos muito a importância destes alunos estarem na região, tal como outros têm passado no mesmo tipo de apoio, porque estamos a falar de uma geografia de importância para o recurso do mármore e a sua afirmação na arquitetura. Por outro lado, do ponto de vista cultural, que é aquilo que nós fazemos em termos de divulgação da área da geografia do nosso património e esta conjugação entre a arquitetura e o património cultural vem valorizar a região”.
Carlos Filipe destacou o facto de “neste grupo de alunos há alunos de Erasmus, portanto, de várias proveniências da Europa e que estão exatamente a desenvolver o seu trabalho, que vão transmitir para as suas universidades de origem a importância de utilizar mármore nos mais variados projetos”.
Sobre as parcerias do CECHAP, Carlos Filipe referiu que “até 2019, nós recebemos de 17 universidades da Europa, de futuros arquitetos, alunos de arquitetura de diversas proveniências, uns da China, outros da América do Sul, da América do Norte, Canadá e da Europa e isso foi um pilar fundamental para afirmar região, para afirmar a possibilidade deste recurso poder ser integrado nos seus projetos de arquitetura.”











































