O Grupo Vila Galé mantém o interesse em desenvolver uma unidade hoteleira em Vila Viçosa, apesar dos obstáculos enfrentados no passado. A garantia foi dada pelo presidente do grupo, Jorge Rebelo de Almeida, que afirmou que o projeto não foi abandonado, apesar do que classificou como um alegado boicote da Património Cultural I.P.
«Nós já tivemos um boicote. Tínhamos um projeto para fazermos com o presidente Inácio Esperança, em Vila Viçosa, e avançámos com um projeto, mas também foi arrasado logo à nascença. Mas ainda não desisti dele», afirmou Jorge Rebelo de Almeida.
O empresário referiu que o projeto ficou temporariamente em espera devido a outras prioridades do grupo, mas assegurou que a intenção de recuperar o edifício se mantém. «Temos tanta coisa neste momento para fazer que aquilo ficou um bocadinho em banho-maria, mas esperamos retomá-lo. Ainda por cima na rua em que viveu Florbela Espanca, que é uma figura incontornável aqui da Vila Viçosa e do Alentejo», acrescentou.
O projeto do Vila Galé prevê a reabilitação de um antigo convento, que, segundo Jorge Rebelo de Almeida, se encontra num estado avançado de degradação. «É um convento que está tão abandonado, tão destruído, tão estilhaçado, que é uma pena que a gente não tivesse pegado naquilo. Mas levantaram-nos tantas dificuldades que quase que só faltou baterem-nos para nos irmos embora e não pegarmos naquilo», afirmou.
O presidente do grupo hoteleiro lamentou as dificuldades impostas à concretização do projeto, sugerindo que a Património Cultural I.P. não facilitou o processo. «Nós temos feito muito por este país na recuperação do património. Ontem comecei a nossa intervenção ali em Elvas por mostrar 18 edifícios históricos que já recuperámos. É muito para uma empresa só ter feito tanta coisa em tão pouco tempo», destacou.
Apesar dos desafios, o Grupo Vila Galé mantém a aposta na requalificação de edifícios históricos para fins turísticos. «Não nos queixamos. Fizemos, antes de tudo, porque temos prazer em recuperar e achamos que é um desígnio nacional fazer isso», concluiu Jorge Rebelo de Almeida.
O projeto em Vila Viçosa insere-se na estratégia do grupo de valorização do património e poderá ser retomado assim que forem ultrapassadas as dificuldades que levaram à sua suspensão.



















