A cerimónia nacional do Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada, realizada este domingo em Évora, foi também ocasião para o município reforçar o compromisso com a segurança rodoviária no meio urbano. O vice-presidente da Câmara de Évora, Jerónimo José, sublinhou a necessidade de implementar medidas de redução de velocidade e de garantir maior proteção aos peões.
O autarca afirmou que o poder político deve assumir decisões que nem sempre são bem recebidas, mas que são essenciais para travar a sinistralidade. Referiu que «algumas das medidas por vezes são impopulares e incompreendidas», mas lembrou que a realidade das vítimas «é inquestionável».
Medidas de acalmia de tráfego dentro da cidade
Jerónimo José destacou que a redução de velocidade e a instalação de barreiras físicas nas vias urbanas podem contribuir para diminuir o risco de acidente. Indicou que estas ações «provocam alguma redução da velocidade, nomeadamente dentro das cidades», onde se verificam muitos dos sinistros rodoviários.
O autarca insistiu na necessidade de conciliar o trânsito automóvel com a circulação pedonal, referindo que é fundamental garantir mais atenção e prudência em zonas partilhadas. Afirmou que «é importante que os condutores percebam que, em zonas pedonais, é preciso ter cuidado suplementar», sublinhando que um imprevisto pode «gerar um acidente».
Nova equipa municipal está a avaliar medidas
O vice-presidente recordou que o novo executivo municipal tomou posse há pouco tempo, facto que ainda condiciona a implementação imediata de medidas concretas. Explicou que a autarquia está «a conhecer os procedimentos e processos em curso», mas adiantou que o município já trabalha em propostas de sensibilização e em formas de organizar o espaço urbano para proteger os peões.
Recordar vítimas e reforçar compromisso público
Jerónimo José defendeu ainda que iniciativas como a cerimónia nacional desempenham um papel importante na memória coletiva e na ação política. Considerou que estes momentos servem «para recordarmos a memória» das vítimas e, simultaneamente, «para nos impelir a não nos esquecermos de fazer aquilo que tem de ser feito» para prevenir futuros acidentes.



















