O presidente da Câmara Municipal de Vendas Novas reuniu-se com a ministra do Ambiente e Energia para discutir problemas ambientais no concelho e identificar necessidades de investimento, com destaque para questões relacionadas com poluição e gestão do ciclo da água.
O encontro realizou-se a 26 de fevereiro, em Lisboa, e contou com a presença da ministra Maria da Graça Carvalho, do secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, do presidente da autarquia, Ricardo Videira, e do vice-presidente Luís Laranjo Matias.
Durante a reunião foram abordados vários problemas ambientais que afetam o concelho, alguns dos quais já se prolongam há vários anos.
Em declarações ao jornal ODigital.pt, o presidente da autarquia referiu que “há questões antigas relacionadas com poluição que incomodam a população aqui em Vendas Novas já há algum tempo, umas relacionadas com poluição atmosférica, outras com poluição nas redes de águas pluviais”.
O autarca explicou que o município procurou junto do Governo apoio técnico e financeiro para responder a estes desafios.
“Fomos em busca desse apoio técnico e desses apoios a nível de financiamento para procurar soluções que resolvam estes desafios, que são estruturais para nós”, referiu.
Tempestades expõem problemas no escoamento das águas
As recentes tempestades que atingiram o país também estiveram em destaque na reunião, depois de terem provocado inundações em alguns pontos da cidade.
“As tempestades que tivemos manifestaram algumas dificuldades no escoamento de águas pluviais, com inundações em alguns pontos da cidade que foram bastante críticos”, indicou o presidente da câmara.
Segundo Ricardo Videira, o crescimento urbano tem contribuído para agravar estes fenómenos.
“Há cada vez mais construção e aumentam as áreas impermeáveis. Havendo construção, a água infiltra-se menos no solo, o que aumenta o caudal que circula nas nossas tubagens”, explicou.
Município pede apoio para investimentos ambientais
Entre as medidas apresentadas ao Ministério do Ambiente estão ações para mitigar inundações, reforçar o controlo das águas residuais e melhorar a gestão dos recursos hídricos.
“Levamos ações para mitigar os impactos de inundações, sistemas de controlo e monitorização de águas residuais e medidas para garantir maior eficiência na utilização dos recursos hídricos”, afirmou o autarca.
Ricardo Videira indicou ainda que alguns apoios poderão surgir através do Fundo Ambiental, enquanto projetos de maior dimensão poderão avançar numa fase posterior.
“Alguns investimentos poderão vir a ser realizados no âmbito do atual Orçamento do Estado, nomeadamente no que diz respeito ao Fundo Ambiental. Outros poderão exigir desenvolvimento de projetos ao longo de 2026 e execução em 2027”, disse.
O presidente da câmara acrescentou que o município continuará a trabalhar com o Ministério do Ambiente para aprofundar as soluções discutidas.

