Várias espécies da flora ameaçadas com avanço da agricultura intensiva no Alentejo, denuncia a Zero

Olival Super intensivo

Há mais quatro populações de espécies da flora ameaçadas que estão a ser destruídas pelo avanço da agricultura intensiva, denuncia este sábado a ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável.

A Associação ambientalista refere que foi constatado que “está a ocorrer a destruição de populações de várias espécies da flora ameaçadas, na sequência na sequência do arranque de mais um olival tradicional, com recurso a mobilizações de solo para instalação de um projeto de agricultura intensiva, junto a Beringel, concelho de Beja, dentro do perímetro de rega de Alqueva.”

A ZERO indica que podem estar em perigo populações de Linaria ricardoi (espécie de conservação prioritária do Anexo II da Diretiva Habitats, com estatuto de “Em perigo”), de Bellevalia trifoliata (estatuto de “Criticamente em perigo”), de Echium boissieri (estatuto de “Vulnerável”) e de Galium viscosum (estatuto de “Vulnerável”).

O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) já recebeu a denuncia da ZERO, que refere que “as expetativas em relação à eficácia de atuação da referida entidade são quase nulas, atendendo ao facto de estarmos em presença de locais que estão fora de áreas classificadas.”

Também a EDIA já foi informada pela Zero, pois a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas de Alqueva “é responsável para gestão dos perímetros de rega e tem compromissos assumidos na conservação da espécie de conservação prioritária Linaria ricardoi, atendendo que a área de distribuição desta espécie é parcialmente coincidente com as áreas sujeitas à instalação do regadio”, salienta a ZERO.