A Universidade de Évora promoveu, no dia 11 de dezembro, um encontro dedicado à integridade e à prevenção da corrupção no contexto académico, assumindo este tema como eixo central da sua atuação institucional. A iniciativa decorreu no Colégio do Espírito Santo e integrou o Mês Anticorrupção.
Compromisso institucional com a integridade
Organizado pelo Gabinete de Auditoria e Controlo Interno da Universidade de Évora, em parceria com o Mecanismo Nacional Anticorrupção e o Observatório de Economia e Gestão da Fraude, o encontro reuniu responsáveis institucionais e especialistas para debater desafios e práticas na promoção de uma cultura de ética no ensino superior.
Na sessão de abertura, o vice-reitor da Universidade de Évora, João Nabais, sublinhou a atualidade do tema, referindo que «o programa apresentado é particularmente interessante e intenso, com a vantagem de ser híbrido e alcançar mais pessoas». O responsável destacou ainda o compromisso institucional da universidade, afirmando que «aquilo que nos trouxe aqui foi de extrema relevância; a Universidade de Évora garante sempre o cumprimento da lei».
João Nabais recordou igualmente que «uma das primeiras ações que coordenei enquanto vice-reitor foi a instituição do canal de denúncia interno», acrescentando que a instituição procura «atuar sempre na prevenção», sobretudo ao nível interno.
Papel da academia na formação ética
O presidente do Mecanismo Nacional Anticorrupção, José Moura Lopes, destacou o papel central da academia na formação ética e cívica dos estudantes, considerando que «a universidade, sendo um espaço de conhecimento, mas também de liberdade, é onde, em regra, os jovens terminam a sua formação».
O responsável defendeu que «a educação é essencial para o desenvolvimento do conhecimento, mas também das atitudes daqueles que frequentam as universidades», sublinhando que «a educação para a cidadania, ética e responsabilidade é um dever». José Moura Lopes referiu ainda que o MENAC procura desenvolver ações conjuntas com as instituições de ensino superior, «respeitando a autonomia constitucionalmente atribuída às universidades».
Transparência e credibilidade institucional
Ainda segundo o presidente do MENAC, «a ética deve pautar os métodos de atuação da academia, quer a nível profissional e académico, quer ao nível da investigação científica», alertando que a confiabilidade institucional «só será possível se as universidades atuarem com transparência e integridade».
Prevenção da fraude e cultura de ética
O presidente da direção do Observatório de Economia e Gestão da Fraude, António Maia, defendeu uma abordagem ativa face aos riscos de fraude e corrupção, afirmando que «a fraude e a corrupção, em todas as suas formas, fazem parte da história de todas as sociedades, mas não significa que devamos encolher os ombros».
Segundo António Maia, «devemos encontrar mecanismos para minimizar e regular estes acontecimentos», acrescentando que «em todos os níveis de educação há espaço para trabalhar as questões da ética e da integridade». O responsável considerou ainda que qualquer percurso formativo deve integrar «espaços de reflexão e debate sobre estes temas que têm impacto na vida de todos nós».
Painéis e debate multidisciplinar
O programa do encontro incluiu um painel dedicado à prevenção da corrupção nas organizações, com intervenções sobre cultura de integridade, políticas públicas e os desafios do Regime Geral de Prevenção da Corrupção, seguindo-se uma mesa-redonda centrada no compromisso ético e no papel da academia na formação da cidadania, com a participação de várias entidades nacionais.
Ética institucional no ensino superior
A sessão encerrou com intervenções do presidente da Comissão de Ética da Universidade de Évora, Hugo Folgado, e de António Delicado, vogal do Mecanismo Nacional Anticorrupção, reforçando a importância da ética institucional no ensino superior.



















