A Universidade de Évora acolheu, esta quarta-feira, um evento que “procurou refletir sobre o passado, sobretudo centrado no contexto da refundação da universidade”, comentou a reitora Hermínia Vilar.
Esta quarta-feira, realizou-se a primeira sessão do Ciclo de Conversas “Cinco Décadas, Cinco Temas”, intitula-se “Do Instituto Universitário de Évora (IUE) à Universidade de Évora: um balanço da reforma de Veiga Simão”, contando com a intervenção de Eduardo Marçal Grilo, antigo Ministro da Educação, de Abílio Fernandes, antigo autarca eborense, bem como atuais e antigos reitores, professores e estudantes que relataram na primeira pessoa, as suas histórias.
Segundo nos explicou a Reitora da Universidade de Évora, com este ciclo de conversas “procura-se refletir sobre, por um lado, a evolução da Universidade, mas também sobre a evolução do sistema de ensino, sobre temas candentes em termos dos temas atuais e que são candentes para a sociedade”.
“Queremos pensar a universidade, pensar o sistema de ensino superior, mas também refletir sobre temas que, sendo temas transversais à sociedade, também obviamente acaba por abranger e por incluir a própria a própria universidade”, frisou.
Para Hemina Vilar, nesta primeira sessão “procurou-se refletir sobre o passado, sobretudo centrado no contexto da refundação da universidade, ou seja, em torno daquilo que é chamado a reforma Veiga Simão e ao mesmo tempo perceber também o que foram as experiências daqueles anos, a importância da refundação da Universidade no contexto específico de Évora e do Alentejo naquele período, a partir daquilo que também são os testemunhos pessoais dos protagonistas que viveram esses anos e que puderam partilhar connosco essas experiências individuais.”
Já Aurora Carapinha, uma das primeiras alunas do Instituto Universitário de Évora, destacou “ter podido participar neste processo logo no momento inicial e foi muito interessante”, referindo que teve “um conjunto de gente como professores que ia desde a sociologia à literatura, à antropologia, à história contemporânea e como um Ribeiro Telles ou um Caldeira Cabral ou um Cruz de Carvalho com professores que nos trazem as questões que hoje estão aí e que eles nos falavam delas como isso vai acontecer”.
“Foi muito interessante, foi um grande desafio e senti isso, pois, trabalhávamos muito em conjunto e o ensino universitário não era teórico, era de facto um ensino prático de nos confrontar com a realidade”, destacou.
Fique com algumas imagens desta sessão, numa reportagem de Hugo Calado:



















































