A Universidade de Évora acolheu, no início de fevereiro, a quarta edição do TAG Ibérico (Theoretical Archaeology Group), encontro dedicado à reflexão teórica em Arqueologia que reuniu investigadores, docentes, profissionais e estudantes de Portugal e Espanha.
O evento centrou-se na análise crítica das práticas e dos enquadramentos conceptuais da disciplina no contexto da Península Ibérica, promovendo um espaço de debate entre diferentes gerações e instituições académicas.
Évora recebe encontro ibérico de Arqueologia
A realização do TAG Ibérico 2026 em Évora, após edições anteriores em Espanha, consolidou o papel da Universidade de Évora como espaço de produção e disseminação de conhecimento na área das Ciências Sociais e Humanas.
O encontro afirmou-se como um fórum de discussão metodológica e epistemológica, reunindo diferentes perspetivas sobre os desafios atuais da Arqueologia.
Direção da Escola de Ciências Sociais destaca impacto interno
Leonor Rocha, Diretora da Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora, fez um balanço «muito positivo» da iniciativa, sublinhando a qualidade científica do programa e o impacto na instituição.
«Trata-se de um evento muito importante dentro da arqueologia peninsular. A sua realização em Évora veio dinamizar esta área científica também na nossa universidade, com contributos relevantes para a formação existente e para o fortalecimento das redes de investigação», afirmou.
A responsável destacou ainda o compromisso da Escola com a internacionalização, referindo que «a Escola de Ciências Sociais apoiou este evento através da sua divulgação nas nossas redes sociais, como procuramos fazer com todos os eventos científicos que nos solicitam apoio. Um dos vetores sempre valorizados pela Direção é precisamente a internacionalização dos seus ensinos através da investigação desenvolvida pelo corpo docente».
Temas em debate e dimensão internacional
Durante as sessões realizadas em Évora foram debatidas temáticas como ética, comunicação, inteligência artificial, arqueologia de género e arqueologia do medo.
O programa científico contou com a participação de oradores convidados de universidades e instituições de Portugal, Espanha e Reino Unido, reforçando a dimensão transnacional do encontro.
Leonor Rocha sublinhou ainda que o TAG contribuiu para contrariar a ideia de que a Arqueologia é predominantemente prática, afirmando que «existe muitas vezes a perceção de que a Arqueologia é uma área sobretudo prática e pouco teórica. O TAG, integralmente dedicado à discussão de problemáticas conceptuais, demonstra como essa premissa está errada».
Criado em 1977, no Reino Unido, o TAG surgiu como fórum de debate dos fundamentos teóricos da Arqueologia e, desde 2018, passou a incluir um polo ibérico. A edição de Évora resultou de uma parceria entre a JAS Arqueología e docentes e estudantes da área de Arqueologia da Universidade de Évora, com o apoio da Escola de Ciências Sociais.


















