A Universidade de Évora (UÉ) anunciou, recentemente, a criação do Centro de Dados de Investigação do Alentejo (CDIA), uma infraestrutura criada em parceria com os Institutos Politécnicos de Beja e Santarém e dedicada ao armazenamento, processamento, análise e disponibilização de dados de investigação.
O projeto, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), insere-se na estratégia nacional para a gestão de dados científicos.
O CDIA está integrado na Cátedra High Performance Computing (HPC) e no Laboratório BigData@UE da UÉ. Conta com 24 investigadores do consórcio e colaborações de outras instituições de ensino superior, como as Universidades dos Açores, Algarve, Nova de Lisboa e Porto. Entre os recursos destacados encontram-se o supercomputador OBLIVION e o cluster VISION, que garantem capacidades avançadas de computação.
Miguel Avillez, coordenador do projeto e responsável pela Cátedra HPC, sublinha que o CDIA «apoia projetos de relevância nacional e internacional, como o Square Kilometre Array Observatory, e acolhe dados de investigação, incluindo resultados experimentais, observacionais e de simulações numéricas, de várias áreas científicas, por exemplo, Astronomia e Astrofísica, Física Atómica, Ciência dos Materiais e Nano-mineralogia, Simulações (Bio)Moleculares, Recursos Minerais, Saúde e Desporto, Humanidades Digitais – Património e Literatura, Turismo».
A Reitora da UÉ, Hermínia Vilar, destacou a relevância do CDIA na interligação das instituições de ensino superior da região: «Resulta de um projeto financiado e que, exatamente, também procura pôr em rede as instituições, nomeadamente as instituições de ensino superior do Alentejo, nesta área da ciência de dados e que também corresponde a uma área cada vez mais importante.»
Adicionalmente, sublinhou: «Está ligado, por um lado, ao Centro de Computação Avançada e ao Laboratório de Big Data. Vai abranger dois politécnicos, uma universidade e três bibliotecas. O que se espera é avançar nesta área da ciência de dados e da computação avançada, procurando, cada vez mais, estas instituições a trabalhar em rede, porque é importante.»
Já Paulo Quaresma, Vice-Reitor para a Investigação, referiu que o Centro é uma infraestrutura estratégica para a Universidade, afirmando: «Este Centro tem uma importância estratégica para a UÉvora, dado permitir criar uma infraestrutura de suporte à gestão de dados de investigação, que é uma necessidade fundamental para os nossos investigadores. Para além disso, representa o reconhecimento da relevância que a Universidade tem no domínio da computação de alto desempenho (HPC) e da inteligência artificial, não só a nível nacional, mas também internacional.»



















