Universidade de Évora integra consórcio europeu que aposta na captura de dióxido de carbono a partir de resíduos

A UÉ integra um consórcio que pretende desenvolver tecnologia para reutilizar dióxido de carbono a partir de resíduos da indústria da pesca.

A Universidade de Évora integra um consórcio europeu que pretende desenvolver tecnologia para captar e reutilizar dióxido de carbono a partir de resíduos da indústria da pesca, no âmbito do projeto AERO2cycle, informou fonte do projeto, citada pela Lusa.

De acordo com um comunicado do B2E – Blue Bioeconomy CoLAB, sediado em Matosinhos, a iniciativa, com horizonte até 2028, visa criar soluções que aproximem a captura de carbono da aplicação industrial, nomeadamente através do desenvolvimento de materiais avançados e de reatores produzidos por impressão 3D.

Entre as entidades envolvidas, a Universidade de Évora participa ao lado da NOVA-ID.FCT, associação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, que lidera o projeto, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

O consórcio integra ainda instituições internacionais, como a Universidade de Santiago de Compostela e a Universitat Jaume I, em Espanha, que colaboram na vertente científica.

Segundo a mesma fonte, o projeto centra-se na criação de aerogéis funcionais, descritos como materiais ultraleves e altamente porosos, que incorporam biochar — um material obtido a partir do aquecimento controlado de resíduos orgânicos, como espinhas, pele ou escamas de peixe, na ausência de oxigénio.

A combinação destes elementos permitirá desenvolver materiais híbridos com capacidade para capturar e converter dióxido de carbono, facilitando a sua integração futura em sistemas industriais.

Além da captura, o objetivo passa também pela conversão do dióxido de carbono em compostos químicos com utilidade industrial, contribuindo para as metas europeias de neutralidade carbónica até 2050.

A tecnologia encontra-se validada em ambiente laboratorial, estando prevista a sua testagem em condições mais próximas da realidade industrial, com vista à eventual aplicação no setor da pesca a partir de 2028.

Mais notícias

Colisão entre dois ligeiros e uma caravana provoca sete feridos na N18, perto de Évora

Uma colisão entre dois veículos ligeiros de passageiros e uma caravana teve lugar esta...

Páteo Fall Sessions junta em Évora bartenders de Portugal e Espanha

Évora recebe, entre 28 de setembro e 1 de outubro, a primeira edição do...

Universidade Sénior de Évora inicia ano letivo em novas instalações a 6 de outubro

A Universidade Sénior de Évora (USE) inicia, no dia 6 de outubro, o ano...

Reitor da Universidade de Évora espera alunos satisfeitos com ensino e anuncia “grande investimento” em engenharia aeroespacial

O reitor da Universidade de Évora, António Candeias, espera que os estudantes encontrem na...

Évora: Feira Anual de Azaruja regressa com quatro dias de música, gastronomia e tradição

A Feira Anual de Azaruja regressa entre 11 e 14 de setembro ao Largo...

Águas do Vale do Tejo lança concurso de 1,35M€ para reparar rede de água em sete concelhos do distrito de Évora

A Águas do Vale do Tejo lançou um concurso público, com um preço base...

Homem de 71 anos desaparecido em Évora encontrado inanimado perto da sua propriedade

Um homem de 71 anos, dado como desaparecido numa freguesia do concelho de Évora,...

Concentração em Évora exige mais controlo na entrada de vinho espanhol em Portugal

Cerca de 30 viticultores e vitivinicultores do Alentejo concentraram-se hoje em Évora contra a...

Congresso Internacional de Optometria realiza-se em Évora em março de 2027

O XXIX Congresso Internacional de Optometria e Contactologia vai decorrer entre 12 e 14...