Domingo, Dezembro 4, 2022
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Univ. de Évora cria Escola de Saúde e Desenvolvimento Humano e um Centro Académico Clínico

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A Universidade de Évora anunciou, esta semana, a criação da Escola de Saúde e Desenvolvimento Humano e de um Centro Académico Clínico.

O conceito foi apresentado, esta semana, no Workshop “Proteção e Promoção da Saúde das Pessoas de Mais Idade – Papel da Governação Clínica e de Saúde”, que decorreu online contando com vários dirigentes institucionais e profissionais com responsabilidades de liderança clínica e técnico-profissional no Serviço Nacional de Saúde, no Alentejo.

Destinada a assegurar o ensino graduado nas áreas científicas ligadas às Ciências da Saúde, com uma forte aposta na saúde pública, saúde da comunidade e saúde da família (com destaque para a enfermagem em saúde da família e a medicina familiar), a Escola de Saúde e Desenvolvimento Humano (ESDH) é um projeto da Universidade de Évora (UÉ) que propõe um novo conceito no Ensino Superior em Portugal. 

A Reitora da UÉ enfatizou o facto de a ESDH resultar “de um trabalho que estamos a trilhar há muito, mas com sentido de responsabilidade e perseverança pensamos que chegou o momento de apresentar uma abordagem inovadora à formação na área da Saúde em Portugal com foco no Regional”.

O projeto foi estruturado para reforço da formação numa área-âncora emergente da UÉ: Percursos de vida e bem-estar, partindo da capacidade instalada, quer ao nível da investigação, quer em termos do corpo docente, mas também e sobretudo na resposta emergente às necessidades e especificidades da região onde se insere a UÉ: a população envelhecida, o isolamento e a interioridade. “O objetivo é formar profissionais que contribuam para a humanização dos serviços de saúde” destaca a Reitora da UÉ, Ana Costa Freitas, que pretende com a ESDH “oferecer respostas mais eficazes e eficientes para os principais desafios atuais de saúde pública, prestando especial atenção ao perfil marcante da população desta região”.

Um modelo de formação transdisciplinar que prepare profissionais para intervir na medicina comunitária, pública e generalista, associada à inovação que resultará no desenvolvimento de novas ferramentas de diagnóstico e de novos tratamentos através de uma abordagem multidisciplinar altamente colaborativa, no fundo desenvolvendo um modelo de medicina translacional, contribuindo, futuramente, para o funcionamento interligado, moderno e eficiente do SNS foram alguns dos conceitos deixados pela Comissão Instaladora da ESDH, considerando Constantino Sakellarides, membro da Comissão Científica da Escola e antigo Diretor-Geral da Saúde, que “a Universidade de Évora tem oportunidade de ser pioneira no país através do desenvolvimento de competências académicas convergentes no domínio do bem-estar e desenvolvimento humano”.

Já Manuel Lopes, Professor do Departamento de Enfermagem da UÉ a coordenar a Comissão Instaladora da ESDH, destacou que “a esperança média de vida ultrapassa hoje os oitenta anos no nosso país e como consequência a probabilidade de desenvolvermos doenças crónicas aumenta”, pelo que a ESDH deve adequar a sua oferta a esta realidade e, em adição, “à situação epidemiológica do país” acrescentou.

Durante a sessão foi ainda formalizada a criação do Centro Académico Clínico do Alentejo, numa parceria entre a Administração Regional de Saúde do Alentejo, o Hospital do Espírito Santo de Évora, as Unidades Locais de Saúde do Norte Alentejano, Litoral Alentejano e Baixo Alentejo e as três Instituições de Ensino Superior do Alentejo (UÉ, IPPortalegre e IPBeja) que irá impulsionar a formação e investigação nas áreas da clínica associadas a problemas de co-morbilidade presentes na maioria das pessoas de mais idade, numa ótica transdisciplinar e inovadora.

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