A Fundação UNITATE, com sede em Borba, pretende criar uma académia de futebol adaptado no Campus, nas instalações da antiga Cevalor, abrangendo os concelhos de Vila Viçosa, Borba, Alandroal e Redondo.
Este projeto insere-se na iniciativa “Unidos Sem Barreiras”, que está candidatado a fundos da Federação Portuguesa de Futebol no âmbito do programa “Futebol para Todos”, onde a fundação conseguiu ficar no “top-10”.
Agora vai a votos (aqui), por parte do público até ao dia 21 de janeiro, sendo os vencedores conhecidos no dia 31 do mesmo mês.
Segundo Tiago Abalroado, presidente da fundação, em declarações a’ODigital, este projeto passará pela «criação da infraestrutura» com o objetivo de «dinamizar essa academia, caso, obviamente, consigamos o apoio».
Apoio este que não está estabelecido na totalidade, já que a FPF irá financiar dois projetos em 50 mil euros, «a distribuir pelos vencedores».
Para além disso, a academia pretende ser «um ponto de convergência», pois «existem pessoas que estão nas instituições e que gostavam de praticar a modalidade, mas como não têm parceiros, não o podem fazer».
«Sabemos que não podem integrar as equipas tradicionais, pela sua limitação física, mas poderão ter aqui uma via para desenvolver a prática desportiva», acrescentou.
Na generalidade, o projeto poderá passar por uma articulação, «para já com a Associação de Futebol de Évora e depois com outras instituições, quer da região, quer de outros pontos do país».
«O desporto não tem fronteiras e isso importa que haja aqui o envolvimento de vários agentes. Quanto mais instituições se envolverem melhor, para aumentar a competitividade», complementou o presidente.
Assim, de acordo com Tiago Abalroado, assume-se que a iniciativa vai envolver «pessoas com deficiência num desporto que pode perfeitamente ser praticado por toda a gente, mesmo que com limitações físicas ou de outras naturezas» e ao mesmo tempo «promover iniciativas de intercâmbio entre vários grupos de praticantes de futebol».
O presidente sublinhou também que não há uma faixa etária definida, porque «a prática da modalidade pressupõe, naturalmente, alguma força física, independentemente da condição de deficiência da pessoa».
«Enquanto as pessoas se sentirem jovens, mesmo que tenham 100 anos, estão em condições de poder participar», referiu ainda.



















