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Uma vitória Segura. Um País Seguro

Seguro venceu! Como tudo o fazia prever. Portugal decidiu mostrar que o sentimento predominante ainda é de equilíbrio, de valorização da Democracia e que o protesto é importante, mas não pode ser dominante.

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Seguro venceu! Como tudo o fazia prever. Portugal decidiu mostrar que o sentimento predominante ainda é de equilíbrio, de valorização da Democracia e que o protesto é importante, mas não pode ser dominante.

Com esta vitória voltámos a ter um Presidente da República com a velha máxima de representar uma “magistratura de influência” capaz de desbloquear “nós políticos”, criar consensos e definir prioridades de agenda política.

Conhecendo António José Seguro, essa será mesmo a sua conduta. Sempre que estiver em causa a estabilidade procurará no diálogo os consensos necessários para a estabilidade, criando pactos de regime, sempre que existirem temas fraturantes, procurará relegá-los para momentos de menor clivagem, como é o caso da reforma laboral.

E que clareza teve este resultado!

Mais do dobro dos votos que Ventura, a maior votação expressa em Democracia, votos de todas as origens, vitórias em todos os círculos eleitorais, e praticamente em todos os concelhos do nosso País.

No Alentejo Central não foi diferente. No Distrito de Évora Seguro venceu com: quase 66% dos votos, face aos 34% de Ventura; quase 50 mil votos face a 25 mil; 72 Freguesias de 75 e 14 concelhos em 14.

Se dúvidas houvesse, e para quem proclama a vitória de Ventura, os números falam por si. O candidato, apoiado pelo Partido Socialista, António José Seguro cilindrou o candidato da extrema-direita. O candidato da Democracia arrasou o candidato populista. Venceu o País e venceram os Portugueses!

No que me diz respeito, espero que este resultado se traduza agora em atos políticos sérios. Valorizando o interior e a coesão territorial; aproximando a sua Presidência das ambições dos jovens; criando uma real magistratura de influência que permita recentrar o caminho de Portugal nos reais problemas das pessoas:  na saúde, na justiça, na educação, na defesa.

E se, com Marcelo Rebelo de Sousa, as propostas do PS para criar pactos de estabilidade nestas áreas com o Governo não surtiram qualquer efeito, esperemos que seja Seguro a promover uma aproximação que nos dê políticas estáveis em setores estratégicos para o território. É certo que o Presidente não decide porque não governa, mas influencia e pode criar pontes essenciais.

Que consigamos colocar o País acima de táticas políticas que privilegiam agendar partidárias em detrimento da resolução de problemas reais nas vidas das pessoas que servimos.

Seguro é de facto o Presidente perfeito para esta missão!

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