A diretora da Associação Qualifica / oriGIn Portugal, Ana Soeiro, afirmou, esta sexta-feira, que uma Feira de Doçaria Conventual tem de ter “garantias do que se compra é conventual ou, pelo menos, tradicional”.
Ana Soeiro falava aos jornalistas na abertura da I Feira de Doçaria Conventual de Vila Viçosa, que decorre até domingo.
Segundo Ana Soeiro, “quando a Associação Qualifica está presente, as coisas têm que ter algum rigor, pois, temos que pugnar todos pelo rigor, porque se começamos a deixar entrar aquilo que não é nem conventual, nem tradicional, nem ao menos com um bocadinho de qualidade, não há distinção entre esta feira e a Feira Popular e se não há nenhuma, não estamos aqui a fazer nada.”
Para a diretora da Qualifica, “o público que vem ver uma feira de doçaria conventual tem de ter garantias de que o que compra é conventual ou, pelo menos, tradicional e têm de ser produtos de qualidade. É por isso que temos aqui tantos premiados que eu fiz questão de dizer aos premiados que são daqui da região para aparecerem”.
Os doceiros presentes em Vila Viçosa “mostram que é possível fazer doces e licores, por exemplo, com álcool, açúcar e fruto, ou com álcool, açúcar e ervas aromáticas e não é preciso usar nem corantes, nem conservantes, nem espessantes, nem essas porcarias todas que desnatura o todo e que depois fazem concorrência, porque como são maus, são baratos, depois fazem concorrência ao que é bom e não pode ser.”
Já sobre a escolha do espaço para a realização desta primeira feira, Ana Soeiro referiu que “Vila Viçosa fez muito bem, já que tem este espaço, torná-lo mais conhecido, dar lhe bom uso e usá-lo numa feira doçaria conventual está muito dentro do espírito”.















