Ucrânia: Grupo de amigos de Elvas foi buscar 29 refugiados, incluindo 14 crianças

Um grupo de 13 amigos de Elvas (Portalegre) foi buscar hoje 29 refugiados ucranianos, entre eles 14 crianças, em Varsóvia (Polónia), para serem acolhidos em vários pontos de Portugal e em Espanha, a partir de quinta-feira.

Luis Rodrigues, um dos mentores desta iniciativa, explicou à agência Lusa que o grupo de “13 amigos, com seis carrinhas”, partiu de Elvas, no domingo, para ir buscar este grupo de refugiados, que deixou a Ucrânia devido à guerra e invasão russa.

Duas das seis carrinhas que conduziram até à Polónia transportaram “duas toneladas e meia de medicamentos, mantimentos e água”, que foram entregues na capital polaca, num ponto para a descarga de mercadorias e de mantimentos e que também acolhe refugiados.

“O centro de refugiados é uma tristeza. As crianças, as mães, homens há muito poucos, aquilo é uma cena muito triste mesmo”, relatou Luís Rodrigues.

A comitiva portuguesa, que espera chegar a casa esta quinta-feira, ao final do dia, “se tudo correr bem”, aproveitou a viagem e resgatou 29 refugiados em Varsóvia, nomeadamente 14 crianças, entre os dois meses e os 14 anos, 13 mulheres e dois homens.

“A maioria destas pessoas já está localizada e com pontos de referência em Portugal. Em princípio, há famílias que vão para a Figueira da Foz, Loures, Porto, Coimbra e Elvas”, enquanto outra, constituída por quatro pessoas, fica em San Sebastian, Espanha, indicou.

Esta missão, segundo Luís Rodrigues, nasceu de uma conversa entre de dois amigos, no sentido de auxiliar os refugiados, tendo, depois, conseguido angariar dinheiro para adquirir uma carrinha para desenvolver a operação.

“Arriscámos depois a segunda carrinha. Precisávamos de motoristas, a malta amiga aderiu, surgiu a terceira, a quarta, a quinta e houve uma sexta carrinha”, com a caravana ser formada por “pessoal de Elvas que se organizou, desde Lisboa, para vir ter connosco”, explicou.

A Rússia lançou a 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou pelo menos 691 mortos e mais de 1.140 feridos, incluindo algumas dezenas de crianças, e provocou a fuga de cerca de 4,8 milhões de pessoas, entre as quais três milhões para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

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