O arcebispo de Évora, Francisco Senra Coelho, transmitiu hoje a condenação veemente à guerra na Ucrânia da arquidiocese que lidera e renovou o apelo para uma oração e um jejum pela paz no país.
Num comunicado enviado à agência Lusa, o prelado indicou que a Arquidiocese de Évora “une-se” ao Papa Francisco, à Conferência Episcopal Portuguesa e às Conferências Episcopais da Europa na “condenação veemente à guerra na Ucrânia”.
Senra Coelho convidou também “todas as pessoas, comunidades e instituições da Igreja” a juntarem-se, no próximo dia 02 de março, na Igreja do Carmo, em Évora, para o início da Quaresma e para uma “oração unânime pela paz na Ucrânia”.
“Peço a cada pároco que organize nas unidades pastorais a si confiadas, neste mesmo dia, a celebração eucarística ou outro momento de oração em cumprimento deste mandato do Papa”, adiantou.
O prelado alentejano disse também estar unido à comunidade ucraniana residente na Arquidiocese de Évora, juntamente com os padres ucranianos Ivan Hudz e Taras Goyvanyuk, comprometendo-se a “permanecer em oração”.
Lembrando o pedido feito pelo Papa Francisco para uma jornada de jejum, no mesmo dia e com a mesma intenção, o arcebispo de Évora sublinhou que esta “é uma prática transversal a diversas religiões, espiritualidades e asceses”.
“Trata-se de uma privação de alimentos para criar em nós espaço para Deus, para a escuta da nossa consciência e dos outros e para os gritos que nos chegam da terra e dos pobres. Cheios de nós não necessitamos de Deus, nem de nos escutarmos, nem de ouvir os outros. Eis um caminho para a intolerância violenta e para a guerra”, acrescentou.
A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já provocaram pelo menos mais de 120 mortos, incluindo civis, e centenas de feridos, em território ucraniano, segundo Kiev. A ONU deu conta de 100.000 deslocados no primeiro dia de combates.
O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a “operação militar especial” na Ucrânia visa “desmilitarizar e desnazificar” o seu vizinho e que era a única maneira de o país se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário, dependendo de seus “resultados” e “relevância”.
O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e motivou reuniões de emergência de vários governos, incluindo o português, e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), União Europeia (UE) e Conselho de Segurança da ONU, tendo sido aprovadas sanções em massa contra a Rússia.
















