Reguengos de Monsaraz tem registado um crescimento continuado da atividade turística, com as dormidas a aumentarem 10,4% em 2024 e 4,6% em 2025, segundo dados apresentados por José Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, durante a abertura da ExpoReg.
Em declarações ao Jornal ODigital.pt, José Santos destacou também a dimensão atual da oferta turística do concelho, que conta com mais de 35 empreendimentos turísticos, quase 300 alojamentos locais e cerca de 35 operadores marítimo-turísticos e agentes de animação turística.
Reguengos tem uma «economia fortíssima» ligada ao turismo
Para o presidente da Entidade Regional de Turismo, os indicadores refletem uma estrutura económica e empresarial que tem contribuído para a afirmação de Reguengos de Monsaraz enquanto destino.
José Santos considera que é «difícil encontrar um território no Alentejo» que tenha conseguido gerar, ao longo dos anos, tantas marcas com impacto económico e turístico.
O responsável destacou a ligação entre a atividade empresarial do concelho e a consolidação do destino, considerando que Reguengos de Monsaraz reúne diferentes recursos e produtos associados ao território.
«Reguengos tem um mix. É um compêndio de marcas que eu acho que traduzem perfeitamente aquilo que é o dinamismo, a capacidade de empreendedorismo e de inovação empresarial que este território tem», afirmou.
Essa realidade traduz-se também, segundo José Santos, na capacidade instalada. O responsável apontou mais de 35 empreendimentos turísticos e quase 300 unidades de alojamento local, a que se juntam operadores ligados às atividades turísticas.
Perante estes números, considerou tratar-se de «um concelho onde há uma economia fortíssima do ponto de vista turístico», circunstância que, no seu entender, facilita a criação de uma oferta capaz de responder à procura.
Dormidas aumentaram em 2024 e 2025
O crescimento das dormidas foi um dos indicadores destacados na intervenção.
Segundo José Santos, Reguengos de Monsaraz «tem crescido sustentadamente nos últimos anos», tendo registado uma subida de 10,4% no número de dormidas em 2024 e de 4,6% em 2025.
Os dados foram apresentados pelo presidente da Entidade Regional de Turismo como parte de uma evolução que acompanha também os indicadores registados na região.
Até junho de 2026, explicou, o Alentejo apresentava crescimento de cerca de 6% no mercado nacional e de aproximadamente 3% na procura internacional.
José Santos afirmou ainda que a região estava a registar o maior crescimento nacional em proveitos turísticos, salientando que esse desempenho tem sido alcançado sem uma redução dos preços praticados.
Mercado nacional e espanhol assumem importância
Apesar dos indicadores positivos, o presidente da Entidade Regional de Turismo alertou para sinais de abrandamento em alguns mercados externos, nomeadamente o alemão e o norte-americano.
Perante este contexto, José Santos defendeu que a promoção dos destinos deve ser mantida de forma continuada e não através de ações isoladas.
«A promoção turística não é one shot. Nós não podemos fazer uma grande campanha em Espanha e depois ficar dois ou três anos», afirmou.
O responsável apontou o mercado espanhol como particularmente relevante para a região, considerando que Portugal e Espanha funcionam como mercados de suporte à atividade turística em períodos de maior instabilidade internacional.
Para José Santos, esta estratégia ajuda a explicar o crescimento do Alentejo no mercado espanhol e deverá continuar a fazer parte do trabalho de promoção do território.
ExpoReg como montra do território
O presidente da Entidade Regional de Turismo enquadrou ainda a ExpoReg como um dos eventos através dos quais o Alentejo apresenta a sua atividade económica e turística.
José Santos classificou o certame como uma feira com dimensão distrital e regional, considerando que eventos desta natureza permitem mostrar o território tanto aos visitantes nacionais como aos turistas internacionais que se encontram na região.















