O Alentejo registou 129,2 mil dormidas em estabelecimentos de alojamento turístico em janeiro de 2026, um aumento homólogo de 0,3%, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
De acordo com o INE, o crescimento foi ligeiro quando comparado com outras regiões do país, mas a região destacou-se pelo aumento da duração média das estadias.
Estadias mais longas no Alentejo
A estada média nos estabelecimentos turísticos do Alentejo atingiu 1,85 noites em janeiro, representando um aumento de 2,9% face ao mesmo mês do ano anterior.
Este foi o maior crescimento deste indicador entre as regiões portuguesas no início de 2026, num contexto em que a média nacional diminuiu para 2,25 noites.
No total das dormidas registadas na região, cerca de 92,1 mil corresponderam a turistas residentes em Portugal, enquanto 37,1 mil foram efetuadas por visitantes não residentes.
Taxa de ocupação entre as mais baixas do país
Apesar do aumento da duração das estadias, o Alentejo apresentou uma das taxas de ocupação mais baixas entre as regiões turísticas.
Em janeiro, a taxa líquida de ocupação-cama situou-se em 18,3%, valor inferior ao registado em regiões como a Madeira ou a Grande Lisboa.
No plano nacional, o setor do alojamento turístico registou 1,7 milhões de hóspedes e 3,7 milhões de dormidas em janeiro de 2026, o que representa aumentos homólogos de 3,8% e 2,0%, respetivamente.
Norte e Centro lideram crescimento
O relatório do INE indica que os maiores aumentos de dormidas ocorreram no Norte (+8,2%) e no Centro (+5,6%). Em sentido contrário, os Açores e o Algarve registaram as maiores descidas.
No conjunto do país, a Grande Lisboa concentrou a maior parte das dormidas turísticas, seguida das regiões Norte e Madeira.


















