Os dados preliminares do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre a atividade turística em dezembro de 2024 revelam um crescimento no setor, ainda que a um ritmo inferior ao registado em 2023. O Alentejo acompanhou esta tendência, apresentando um aumento de 4,2% nas dormidas ao longo do ano, face a 2023, ligeiramente abaixo da média nacional de 4,0%.
No conjunto do ano de 2024, o Alentejo registou um total de 3,25 milhões de dormidas, das quais 66,5% corresponderam a hóspedes residentes, tornando-se uma das duas regiões do país (juntamente com o Centro) onde a procura interna foi predominante. As dormidas de residentes cresceram 3,8%, enquanto as de não residentes aumentaram 4,8%, em linha com a média nacional.
O turismo no Alentejo gerou 277,2 milhões de euros em proveitos totais (+12,0%) e 208,4 milhões de euros em proveitos de aposento (+10,3%), um crescimento sólido, ainda que abaixo das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, que registaram os maiores aumentos no país. O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) no Alentejo situou-se nos 21,7 euros, e o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu os 67,7 euros.
Em dezembro, o número de dormidas no Alentejo aumentou 0,9%, totalizando 160,2 mil, com um crescimento significativo de 11,2% nas dormidas de não residentes, contrastando com uma descida de 2,2% nas dormidas de residentes. Os proveitos totais da região cresceram 10,9% no último mês do ano, atingindo 12,5 milhões de euros, enquanto os proveitos de aposento subiram 4,5%, para 8,1 milhões de euros.
Apesar deste crescimento, o desempenho do turismo no Alentejo ficou abaixo de outras regiões, como a Madeira (+8,8% de dormidas em dezembro) e o Norte (+2,7%). O Algarve, por outro lado, registou uma variação semelhante ao Alentejo, com um aumento de 2,6% nas dormidas.
A análise da distribuição dos mercados externos indica que o Alentejo continua a depender fortemente do turismo espanhol, que representou 17,7% do total de dormidas de não residentes. Este valor reforça a importância da proximidade geográfica e da aposta em estratégias de captação deste mercado.



















