A atividade turística no Alentejo registou um crescimento de 8,1% nas dormidas no 2.º trimestre de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O aumento verificado coloca a região entre as que registaram maior dinamismo, apenas superada pelo Norte (+8,7%).
O Alentejo apresentou uma das menores dependências do turismo internacional, com 36% das dormidas a corresponderem a não residentes. Este valor contrasta com regiões como a Grande Lisboa (82,9%), a Madeira (82,4%) e o Algarve (81,4%), onde a procura externa continua a ser predominante.
No que respeita ao principal mercado externo, os Estados Unidos representaram 15% das dormidas de não residentes no Alentejo, colocando-se como o mercado estrangeiro mais relevante para a região.
As dormidas de residentes foram determinantes para o resultado regional, com um crescimento de 10,9%. Este aumento seguiu a tendência nacional, que voltou a evidenciar maior dinamismo no mercado interno em comparação com os mercados externos.
A nível nacional, o setor do alojamento turístico registou 9,2 milhões de hóspedes e 23 milhões de dormidas no 2.º trimestre, correspondendo a aumentos de 4,4% e 4,2%, respetivamente. Os proveitos totais ascenderam a dois mil milhões de euros (+9,4%) e os de aposento a 1,6 mil milhões (+9,8%).
O Algarve concentrou 27,1% das dormidas do país, seguido da Grande Lisboa (23,4%) e do Norte (17,8%). O Alentejo não surge entre as regiões com maior peso, mas destacou-se pela evolução positiva registada no trimestre.
O relatório integra ainda dados sobre a remuneração no setor do alojamento. No 2.º trimestre, a remuneração bruta mensal média por trabalhador em atividades de alojamento fixou-se em 1.370 euros, mais 6,6% do que no período homólogo, mas 372 euros abaixo da média da economia portuguesa.



















