Turismo do Alentejo critica oferta insuficiente de voos do Brasil para Portugal

A oferta de voos provenientes do Brasil é insuficiente e está a condicionar a recuperação do mercado turístico daquele país sul-americano em Portugal, alertou hoje o presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo.

“Não há aviões que cheguem para a procura [que existe] neste momento. Esse é que é o grande problema”, disse Vítor Silva, em declarações à agência Lusa.

Segundo o responsável, a procura turística externa, que chegou a “cerca de um terço do total em 2019”, antes do “fecho completo dos mercados externos” devido à pandemia de covid-19, ainda não recuperou totalmente.

No Alentejo também se nota a descida de “alguns mercados”, em especial do brasileiro, “importantíssimo tanto a nível nacional como regional”, tendo a região fechado 2022 “com uma quebra de cerca de um quarto” no número de turistas brasileiros, contextualizou.

Segundo o responsável, os aviões “vêm todos cheios, seja qual for a companhia aérea”, e com “preços muito elevados”, o que significa que “o preço não afetou a procura”.

“O problema é que não há, de facto, neste momento, aviões para voarem em relação à procura existente. As previsões para a falta de lugares para o ano de 2023 são superiores a um milhão de assentos em aviões” provenientes do Brasil, argumentou Vítor Silva.

Ainda segundo o presidente da ERT, que esteve recentemente “uma semana no Brasil”, naquele país existe “uma apetência enorme para voltar a viajar para a Europa e para Portugal em particular”, mas “o problema é que não há lugar nos aviões”.

“Qualquer pessoa que viaje, neste momento, do Brasil para Portugal, vê que o avião vem completamente cheio. Antes, havia sempre alguns lugares [livres], agora não. Os aviões vêm completamente cheios”, insistiu.

Ainda assim, apesar das dificuldades relacionadas com os voos, o mercado de turistas oriundos do Brasil continua, segundo a Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo, a recuperar “do tombo grande que tinha dado na pandemia e no pós-pandemia”.

“Tínhamos fechado 2022 com uma quebra do mercado do Brasil ainda de 25%. Em janeiro deste ano, a quebra já se atenuou, passou a 16%, e a evolução continua a ser no sentido de se aproximar dos valores de 2019”, quantificou António Lacerda, responsável para Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo (ARPTA), que faz a promoção externa da região.

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