O Alentejo registou 566,2 mil dormidas nos estabelecimentos de alojamento turístico em agosto de 2026, mais 2,6% do que no mesmo mês do ano anterior. A região apresentou ainda um crescimento de 10,6% nos proveitos totais e de 10,4% nos proveitos de aposento, segundo os dados preliminares divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
O crescimento das dormidas no Alentejo em agosto ficou acima da média nacional, que se situou nos 1,7%. Entre as regiões do país, apenas o Norte apresentou uma subida superior, de 4,5%.
Dos 566,2 mil alojamentos contabilizados na região, 409,4 mil corresponderam a residentes em Portugal e 156,7 mil a não residentes. As dormidas do mercado nacional cresceram 1,4%, enquanto as de visitantes residentes no estrangeiro aumentaram 5,8% em termos homólogos.
Dormidas de não residentes sobem 5,8%
O comportamento do mercado externo colocou o Alentejo entre as regiões com maior crescimento das dormidas de não residentes. A subida de 5,8% foi a segunda mais elevada do país, apenas atrás do Norte, onde este indicador aumentou 6,3%.
No conjunto do território nacional, as dormidas de não residentes cresceram 1,9% em agosto, para 7,0 milhões, enquanto as dos residentes aumentaram 1,5%, para 3,9 milhões.
Proveitos turísticos aumentam mais de 10% no Alentejo
Os indicadores relativos às receitas apresentaram também uma evolução acima da média nacional. Os proveitos totais dos estabelecimentos de alojamento turístico do Alentejo aumentaram 10,6% em agosto, enquanto os proveitos de aposento cresceram 10,4%.
Apenas a Região Autónoma da Madeira registou taxas de crescimento superiores, com aumentos de 11,6% nos proveitos totais e de 11,5% nos proveitos de aposento. A nível nacional, ambos os indicadores cresceram 4,6%, com os proveitos totais a atingirem 1,1 mil milhões de euros e os de aposento 846,6 milhões de euros.
Preço médio por quarto ocupado chega aos 183,2 euros
O Alentejo apresentou também um dos valores mais elevados do país no rendimento médio por quarto ocupado, indicador conhecido como ADR.
Em agosto, este valor situou-se nos 183,2 euros na região, ficando apenas abaixo do Algarve, onde atingiu 225,2 euros.
A nível nacional, o ADR atingiu 163,2 euros, mais 3% face a agosto de 2025, enquanto o rendimento médio por quarto disponível, o RevPAR, chegou aos 119,1 euros, correspondendo a um crescimento de 1,5%.
Os dados agora divulgados pelo INE referentes a agosto são ainda preliminares e abrangem a hotelaria, o alojamento local com 10 ou mais camas e o turismo no espaço rural e de habitação.
















