Tribunal aplica 57 mil euros em cauções para 12 suspeitos de fraudes com MBWay

Burla por wbway

Doze dos 19 detidos na terça-feira pela Polícia Judiciária suspeitos de fraudes com utilização da aplicação MBWay vão pagar, no global, 57 mil euros em cauções, após terem sido presentes a tribunal, revelou hoje fonte policial.

A fonte da Polícia Judiciária (PJ) contactada pela agência Lusa disse que estes suspeitos, que ficaram obrigados ao pagamento de cauções, foram presentes ao Tribunal Judicial de Fronteira, no distrito de Portalegre.

Das 13 pessoas interrogadas em Fronteira, 12 vão ter que pagar caução. A um deles foi fixado o valor de 15 mil euros, a outro 12 mil e, para cada um dos restantes, o tribunal determinou o pagamento de três mil euros, segundo a fonte policial.

A fonte da PJ explicou que os restantes seis detidos na mesma operação de terça-feira foram presentes ao Tribunal de Portalegre.

Os 19 suspeitos, 13 homens e seis mulheres, presentes a tribunal na quarta-feira e hoje, ficaram todos sujeitos a apresentações periódicas na força de segurança da respetiva área de residência, entre outras medidas de coação.

Na terça-feira, em comunicado, a PJ anunciou ter realizado nesse dia uma operação anti-cibercime, em vários locais do país, contra grupos que cometiam fraudes com utilização da aplicação MBWay, causando prejuízos de 270 mil euros, que terminou com a detenção de 19 pessoas.

A “Operação Far Away” implicou a realização “de 29 buscas domiciliárias, de norte a sul do país”, e permitiu apreender “vários e diversificados objetos usados para a prática dos ilícitos e/ou adquiridos com os proventos” da atividade criminosa.

A operação, referiu a PJ, visou a recolha adicional de elementos de prova que “indiciavam já três grupos distintos, sediados na zona do Alto Alentejo e que nos últimos dois anos se vinham dedicando à prática reiterada deste tipo de fraudes, tendo causado com isso um prejuízo que ascende a 270.000 euros“.

A operação esteve a cargo da Diretoria do Sul da PJ, com a colaboração da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica, Unidade Nacional de Combate à Corrupção, Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo, Diretoria do Norte, Departamento de Investigação Criminal (DIC) Portimão, DIC de Setúbal, Unidade Local de Investigação Criminal (ULIC) de Évora e GNR de Portalegre, além de peritos da Unidade de Perícias Tecnológicas e Informáticas e do Laboratório de Policia Científica.

Esta investigação policial de combate ao cibercrime foi tutelada pelo Ministério Público de Fronteira, Évora e Portalegre.