O treinador do Lusitano de Évora, em conferência de imprensa após o jogo frente ao Atlético, admitiu que faltou «discernimento» à equipa na segunda parte.
Análise
Ricardo Pessoa vincou aos jornalistas que «a equipa entrou bem no jogo» e que fez «uma primeira parte bem conseguida», porém no segundo tempo «não conseguimos aquilo que pretendíamos».
«Pensava que iriamos criar mais situações de perigo, mas não tivemos capacidade para perceber por onde podíamos entrar», acrescentou o técnico.
Comentou também que as linhas «muito baixas» da equipa visitante obrigaram que os atletas lusitanistas jogassem «mais com o coração que com a cabeça».
«Faltou-nos discernimento para perceber que era importante que a bola chegasse aos corredores para tirarmos cruzamentos», sublinhou, dizendo ainda que «só conseguimos criar algum perigo através das bolas paradas».
Terceira derrota seguida
Em relação ao facto de ser a terceira derrota seguida para o campeonato e nas mesmas condições, o treinador realçou que «conseguimos ser ou iguais ou superiores», mas a «equipa acabou por perder o jogo sempre por 1×0».
Desta forma, confessou que «temos de continuar a trabalhar e acreditar que aquilo que estamos a fazer vai dar frutos», mesmo sabendo «desde início que o campeonato iria ser difícil».
Ainda assim, Ricardo Pessoa reforçou que frente ao Atlético «poderíamos ter sido mais consistentes».
«Há que continuar a trabalhar em tudo, seja no processo defensivo, seja no processo ofensivo», acrescentou.
Agora é «tentar encontrar soluções e tentar reduzir os erros», mesmo que «não tenhamos cometido muitos erros defensivos»:«Temos é sofrido».
Questionado acerca da linha defensiva a seis elementos, o técnico comentou que esse facto acabou por retirar «oportunidades flagrantes» à equipa.
«Tiraram-nos a largura, fecharam por dentro e obrigaram-nos a ter espaço só na circulação por fora», complementou.

















