“Temos a responsabilidade de transmitir às populações uma tranquilidade responsável” e garantir que as “instituições estão a fazer o seu trabalho”, diz José Calixto (c/som)

Decorreu, ao final da tarde desta terça-feira, na sede da CIMAC – Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, uma Conferência de Imprensa sobre os Aspectos relevantes do processo Coronavírus (COVID-19) na nossa Região.

Esta conferência de imprensa ocorreu após uma reunião entre o Presidente da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, José Calixto, a Presidente do Conselho de Administração do Hospital do Espírito Santo, Filomena Mendes,  o Comandante Territorial de Évora da Guarda Nacional Republicana Coronel Joaquim Vivas, o Director Distrital de Évora da Segurança Social, José Ramalho, o Comandante Operacional Distrital de Évora da Protecção Civil, José Ribeiro, o presidente do Conselho Directivo da Administração Regional de Saúde do Alentejo, José Robalo, e o Comandante Distrital de Évora da Polícia de Segurança Pública, Intendente Moreira Rocha.

“Foi uma reunião de conciliação entre as entidades mais relevantes na esfera regional”

Nas declarações prestadas, José Calixto começou por explicar que “o que aqui fizemos hoje, foi uma reunião de conciliação entre as entidades mais relevantes na esfera regional para encararmos cenários de eventual maior gravidade no processo Coronavirus”, acrescentando que “são entidades que têm todo o interesse em podermos ter uma cooperação intersectorial e interinstitucional”, esclarecendo que esta reunião foi também “uma partilha de informação muito relevante, estando aqui os membros do Conselho Intermunicipal, os presidentes de câmara do Alentejo Central, o Hospital, a Segurança Social, a Protecção Civil, a Saúde, a GNR, a PSP, é naturalmente um fórum que é importante e que nos permitiu analisar cenários de alguma complexidade.”

“Temos a responsabilidade de transmitir às populações uma tranquilidade responsável”

José Calixto especificou que nesta reunião “começamos por avaliar o estado em que temos os nosso planos de contingência que estamos a cumprir perante este que é um problema no âmbito da saúde pública e nomeadamente a aprovação, que todos os municípios já fizeram e outras instituições, dos respectivos planos de contingência, essa parte está ultrapassada e obviamente que agora temos a responsabilidade de transmitir às populações uma tranquilidade responsável, uma tranquilidade que deriva das pessoas perceberem que as instituições estão a fazer o seu trabalho, estão a trabalhar em conjunto e estão a avaliar cenários de maior complexidade, para que quando eles aconteçam as soluções apareçam com a maior fluidez e com os recurso a serem bem utilizados e utilizados de forma transversal para resolver esses problemas.”

Nesta reunião foram ainda abordados temas como “garantir a partilha de informação rápida e eficaz entre os diferentes sectores; ao nível da coordenação e ligação com a saúde publica o que é que cada uma de noz deve fazer nesses cenários mais complexos; quais as estruturas e órgãos que melhor asseguram a coordenação intersectorial, quer a nível estratégico, quer ao nível operacional; e quais os protocolos de actuação e procedimentos operacionais entre os diferentes sectores”, concluiu José Calixto.

“O Alentejo não tem neste momento nenhum registo”

Questionado sobre qual é efectivamente o ponto da situação na região Alentejo e especificamente no Alentejo Central, o Presidente da CIMAC salienta que “todos nós estamos a acompanhar os dados da DGS que mantém neste momento 41 casos positivos e nenhum na região Alentejo”, salientando que “o Alentejo não tem neste momento nenhum registo, agora nós autarcas e as outras instituições estamos a fazer fé dos dados da DGS, que são aqueles que nos vão orientar na nossa acção e deixar bem claro que é um problema de saúde pública e que todos os agentes institucionais aqui presentes têm interesse em estar concertados perante um comando único, que nos nosso caso é a DGS.”

“Devemos ter a responsabilidade de fazer ver às organizações de que não é aconselhável a realização desses eventos

Já sobre as restrições de eventos e visitas a locais públicos, José Calixto diz que “com toda a tranquilidade seguiremos as indicações da DGS que são precisas em termos de definição de eventos, e portanto os autarcas responsáveis irão concertar as decisões de acordo com a avaliação de risco e com as características das normas que estão a ser emitidas sobre o tipo de eventos, a dimensão dos eventos, se são ao ar livre, se são em espaços fechados e a partir de que dimensões é que devemos ter a responsabilidade de fazer ver às organizações de que não é aconselhável a realização desses eventos

“A formação dos profissionais de saúde que já foi feita”

Já sobre se os meios existentes na região são suficientes, José Calixto refere que este foi um tema abordado nesta região, deixando claro que “foram aqui dadas informações, por exemplo da preparação dos Centros de Saúde perante cenários de maior complexidade, da preparação e da formação dos profissionais de saúde que já foi feita, obviamente que foram analisados os meios que o Hospital tem e naturalmente que existe um grau de complexidade que pode ser maior ou menor, e portanto cenários como os da Itália, obviamente que temos sempre uma preocupação acrescida, mas aquilo que queremos evitar, é por via da prevenção, fazer com que os recursos sejam suficientes para nesses cenários mais complexos estarmos preparados para eles