A taxa de mortalidade por tumores malignos registou uma tendência crescente nos últimos 30 anos, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) no âmbito do Dia Mundial da Luta Contra o Cancro. Em 2022, a taxa nacional fixou-se em 2,7‰, enquanto no Alentejo o valor foi de 3,3‰, acima da média nacional.
Os tumores malignos foram responsáveis por 22,4% das mortes em Portugal nesse ano, destacando-se os óbitos por cancros da traqueia, brônquios e pulmões (4.410 mortes), cólon (2.445) e estômago (1.987). Os dados indicam que a doença afeta mais os homens do que as mulheres.
A prevenção e o diagnóstico precoce são apontados como fundamentais no combate à doença. Em 2019, cerca de 41,1% das pessoas entre os 50 e os 74 anos indicaram ter realizado uma análise de sangue oculto nas fezes nos dois anos anteriores, e 43% realizaram uma colonoscopia nos últimos dez anos. No caso do rastreio do cancro da mama, 80,2% das mulheres entre os 50 e os 69 anos disseram ter realizado uma mamografia nos dois anos anteriores à entrevista do INE.
No Alentejo, a taxa de mortalidade mais elevada pode estar associada a fatores como o envelhecimento da população e dificuldades no acesso a cuidados de saúde especializados. O Dia Mundial da Luta Contra o Cancro assinala-se anualmente a 4 de fevereiro, sensibilizando para a importância da prevenção, diagnóstico e tratamento da doença.



















