Taxa de desemprego mantém-se nos 6,6% no último trimestre de 2023

A taxa de desemprego manteve-se em 6,6% no quarto trimestre de 2023, igual ao período homólogo, mas 0,5 pontos percentuais acima da do trimestre anterior, informou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Entre outubro e dezembro, a população desempregada, estimada em 354,6 mil pessoas, aumentou 8,7% (28,5 mil) em relação ao trimestre anterior e 3,0% (10,4 mil) relativamente ao homólogo.

A taxa de desemprego de jovens (16 a 24 anos) foi estimada em 23,9%, valor superior em 3,6 pontos percentuais ao do trimestre anterior e em 4,0 pontos percentuais ao do trimestre homólogo.

Já a taxa de subutilização do trabalho foi estimada em 11,6%, o que representa uma subida de 0,3 pontos percentuais do terceiro para o quarto trimestre de 2023 e um recuo de 0,2 pontos percentuais face ao mesmo trimestre de 2022.

Para o aumento homólogo da população desempregada contribuíram, sobretudo, os acréscimos nos seguintes grupos populacionais: homens (10,2 mil; 6,3%); pessoas dos 16 aos 24 anos (20,8 mil; 28,5%); com ensino superior (11,3 mil; 14,6%); à procura de primeiro emprego (12,5 mil; 26,0%); e desempregados há menos de 12 meses (28,0 mil; 14,1%)

No quarto trimestre de 2023, 35,8% da população desempregada encontrava-se nesta condição há 12 ou mais meses (desemprego de longa duração), um valor inferior em 1,2 pontos percentuais ao do trimestre anterior e em 6,2 pontos ao do trimestre homólogo.

A variação homóloga da proporção de desemprego de longa duração foi impulsionada pelas diminuições entre as mulheres (8,4 pontos percentuais), no grupo etário dos 35 aos 44 anos (12,1 pontos percentuais) e entre aqueles com ensino secundário e pós-secundário (6,7 pontos percentuais).

O peso do desemprego de muito longa duração (24 ou mais meses) no desemprego de longa duração (60,5%) diminuiu 2,0 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior e 4,5 pontos percentuais relativamente ao mesmo trimestre de 2022.

No quarto trimestre de 2023, a taxa de desemprego foi superior à média nacional (6,6%) em quatro regiões NUTS II do país – Península de Setúbal: 7,9%; Norte: 7,3%; Região Autónoma dos Açores: 6,9%; Grande Lisboa: 6,7% – e inferior nas restantes cinco regiões (Madeira: 6,2%; Alentejo: 6,0%; Algarve: 5,9%; Centro: 5,8%; Oeste e Vale do Tejo: 5,0%).

Em relação ao trimestre anterior, a taxa de desemprego aumentou em sete regiões, destacando-se o acréscimo na Madeira (1,4 pontos percentuais), e diminuiu nas restantes duas regiões, tendo a maior quebra acontecido no Oeste e Vale do Tejo (0,6 pontos percentuais).

Já na comparação homóloga, o INE reporta subidas deste indicador em quatro regiões, o maior dos quais nos Açores (1,4 pontos percentuais), e decréscimos em cinco regiões, com destaque para o da Grande Lisboa (0,7 pontos percentuais).

No que se refere à população inativa com 16 e mais anos, foi estimada em 3.537,5 mil pessoas no quarto trimestre, representando 70,9% da população inativa total e tendo aumentado em relação ao trimestre anterior (19,5 mil; 0,6%) e diminuído relativamente ao período homólogo (35,1 mil; 1,0%).

A taxa de inatividade da população com 16 ou mais anos situou-se em 39,9% e apresentou evolução idêntica: aumentou em relação ao terceiro trimestre de 2023 (0,2 pontos percentuais) e diminuiu relativamente ao quarto trimestre de 2022 (0,6 pontos percentuais).

Quanto à população empregada (4.980,5 mil pessoas), diminuiu 0,7% (35,0 mil) em relação ao trimestre anterior e aumentou 1,6% (79,8 mil) relativamente ao trimestre homólogo de 2022.

A taxa de emprego correspondente situou-se em 56,9%, tendo diminuído 0,5 pontos percentuais em relação ao terceiro trimestre de 2023 e aumentado 0,6 pontos percentuais relativamente ao quarto trimestre de 2022.

Para a evolução homóloga da população empregada contribuíram, principalmente, os acréscimos nos seguintes agregados: mulheres (44,9 mil; 1,8%); pessoas dos 25 aos 34 anos (48,9 mil; 5,3%); com ensino secundário ou pós-secundário (69,1 mil; 4,5%); empregados no setor dos serviços (46,9 mil; 1,3%); trabalhadores por conta de outrem (95,5 mil; 2,3%), com contrato sem termo (88,4 mil; 2,6%); e a tempo completo (64,2 mil; 1,4%)

Segundo o INE, a proporção da população empregada em teletrabalho foi de 17,8% (886,6 mil pessoas), mais 1,2 pontos percentuais do que no terceiro trimestre de 2023.

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