Na semana de 04 a 10 de novembro de 2024, as cotações dos ovinos e caprinos registaram aumentos significativos em diversas regiões, com destaque para o Alentejo, onde a oferta tem sido limitada pela doença da Língua Azul, serotipo 3.
A situação no mercado alentejano espelha um aumento de procura, ainda que a oferta se mantenha aquém do esperado.
No mercado de ovinos, as cotações dos borregos de 13-21 kg, 22-28 kg e de mais de 28 kg registaram subidas que variam entre +25 e +65 cêntimos por kg. O aumento foi particularmente acentuado nas áreas de Évora, Estremoz e Elvas, onde a procura se mostrou animada. Além disso, as cotações das ovelhas de refugo e das ovelhas reprodutoras em Évora também aumentaram. A oferta foi caracterizada como fraca em várias sub-regiões, incluindo Évora, Estremoz e Alentejo Norte, em parte devido ao impacto da doença.
Em outras regiões do país, como a Beira Interior e o Ribatejo, a oferta e a procura mantiveram-se estáveis, e em Trás-os-Montes houve um aumento de cotações nas ovelhas e carneiros reprodutores. A procura nestas áreas variou entre média e animada, com maior estabilidade de preços, à exceção da Terra Fria, onde se registou uma valorização das ovelhas de refugo.
No mercado de caprinos, o Alentejo apresentou uma oferta relativamente fraca de cabritos, com a procura a manter-se em níveis médios. O preço dos cabritos de <10 kg manteve-se estável na região, em contraste com a subida de +1,5 € por kg no Ribatejo e Oeste. Na Beira Interior e em Trás-os-Montes, tanto a oferta como a procura mantiveram-se moderadas, com estabilidade nas cotações.
Os dados do comércio internacional refletem uma redução de 38% nas entradas e de 19,3% nas saídas de ovinos e caprinos, em comparação com o mesmo período do ano anterior. A diminuição da oferta parece estar a influenciar o mercado interno, com os abates para consumo a mostrarem uma ligeira queda em relação a 2023.



















