Sines poderá ser a porta de entrada de hidrogénio verde vindo de Marrocos

Produção de Hidrogénio

Foi assinado um acordo entre Portugal e Marrocos para promoverem, em conjunto, o crescimento da indústria do hidrogénio verde.

Assim, e no âmbito desta aliança, Sines aparece como “o hub da Europa do Sul para a exportação de hidrogénio verde de Marrocos”.

O Jornal de Negócios teve acesso a esta declaração conjunta, assinada a 2 de fevereiro pelo ministro do Ambiente e da Ação Climática português, João Pedro Matos Fernandes, e pelo ministro da Energia, Minas e Ambiente do Reino de Marrocos, Aziz Rabbah.

Ficou inscrita, no documento, a decisão de criar um grupo de trabalho bilateral que estudará implementar várias iniciativas. O grupo terá de responder à questão “como usar o porto de Sines como o ‘hub’ da Europa do Sul para a exportação de hidrogénio verde de Marrocos”, mas não só: também deverá planear a instalação de um modelo de negócio sustentável.

Este grupo terá ainda a responsabilidade de criar um enquadramento legal que permita o desenvolvimento de projetos que gerem e armazenem hidrogénio verde, assim como matérias relacionadas, de que é exemplo a amónia verde. Ao mesmo tempo, deve debruçar-se sobre os mecanismos e condições para as trocas comerciais.

Estas são todas ações que vêm servir objetivos mais alargados, como a criação de um mercado afro-europeu “vanguardista” para o hidrogénio verde.

Neste acordo está ainda referido que os dois países pretendem “encorajar as indústrias a desenvolverem infraestrutura para a importação e exportação”, ao mesmo tempo que é incentivada a procura comercial. Pelo caminho, esperam criar “um número significativo de empregos qualificados”.

Assim, o hidrogénio verde sai deste acordo elevado ao “estatuto de prioridade estratégica”. Ambições além Marrocos Este acordo fecha com a intenção de ambos os países virem a assinar um Memorando de Entendimento que englobe a estratégia para o hidrogénio verde e para os seus derivados.

Este é o segundo memorando assinado, depois do primeiro assinado em Setembro de 2020, entre Portugal e os Países Baixos.