O Estádio do Juventude de Évora recebeu esta segunda-feira, dia 17 de novembro, o encontro entre a seleção portuguesa e a romena de Sub-20, a contar para a Liga de Elite.
Numa partida muito amarrada, foi a solidez defensiva romena que levou a melhor, mesmo que tenha cantado um ponto para cada lado. Os jovens jogadores portugueses ainda tentaram, mas de nada valeu
Portugal apresentou-se num 4x2x3x1, com José Ribeiro na baliza; José Silva, Lucas d’Agrella, José Sampaio e Rodrigo Dias compõe a defesa; Mathys de Carvalho e Rafael Luís no miolo; Mauro Couto, Gonçalo Moreira e Olívio Tomé dão suporte a um ataque liderado pelo capitão Rodrigo Ribeiro.
Frio de congelar
Os portugueses vinham de um registo irrepreensível, porque desde que o campeonato começou, só sabem o que é vencer. São cinco vitórias em cinco jornadas e um primeiro lugar na tabela.
Já a Roménia estava na penúltima posição, com apenas um ponto, fruto de um empate e duas derrotas. No entanto, foi um registou que não os fez acobardar.
Mesmo sem adeptos em Évora, os romenos conseguiram contrariar o fator casa e fixar o equilíbrio na partida. Muito por culpa da precipitação dos homens orientados por Oceano Cruz, que provocou muitas ações de contra-ataque.
Descongelar os ânimos
No meio do equilíbrio, foi preciso sorte para as bancadas entrarem em êxtase. À passagem do primeiro quarto de hora, Gonçalo Moreira bateu um canto pela esquerda, o guarda-redes romeno socou, mas o esférico embateu nas costas de Darius Falcusan e terminou no fundo das redes.
Foi o bastante para descongelar os ânimos, com o frio que se fazia sentir. Seguiram-se minutos de bom futebol, por parte da Seleção das Quinas, numa altura em que o golo esteve duas vezes na boca dos adeptos.
Porém, e muito contra a corrente do jogo, o defesa romeno voltou a marcar… Agora na baliza certa. À passagem do minuto 26, recebeu um cruzamento teleguiado para a cara do guarda-redes e só teve de encostar.
Água mole em pedra dura…
Até ao intervalo, o encontro passou muito por pés portugueses. A construir pelo meio até ao último terço, quando o esférico passava para as alas. Neste tempo, o médio ofensivo Gonçalo Moreira mostrou-se também muito ativo, na ligação com Rodrigo Ribeiro.
Ainda assim, a defesa romena mostrou-se intransponível, talvez pelo sistema de seis defesas que apresentava. Esta estratégia tanto dificultava a infiltração pelo meio, como pelas alas, com uma defesa muito larga.
Na defesa de Portugal, muito subida, muito sólida, mas também muito ativa. Os médios não conseguiam voltar para ajudar e os centrais viram-se muitas vezes sozinhos, contudo, brilhantes no corte.
… tanto bate, que fica igual
Os jogadores foram para intervalo, mas parece que continuaram a jogar o mesmo jogo. A mesma estrutura defensiva amarela e a mesma estratégia da seleção portuguesa.
Jogar no miolo e apostar no individual para furar, não parecia funcionar e Oceano Cruz terá pensado o mesmo, quando aos 65’ decidiu meter mais músculo no ataque e pernas frescas nas alas.
Com mais presença no momento ofensivo, a solidez defensiva dos romenos continuou a ser mais eficaz, o que obrigou o técnico português a mexer novamente. Agora a refrescar o meio-campo.
Mexer para igualar
Ambos os treinadores foram refrescando os XI’s, ora para tentar fazer alguma coisa, ora pelo cansaço. O que é certo é que muito mudaram, mas nada mudou, de facto.
As balizas não voltaram a mexer, mesmo que os guardiões ainda tivessem trabalho, principalmente o forasteiro, que muitas vezes se esticou para salvar a sua seleção de um golo já meio cantado pelos adeptos adversários.
| Portugal | Roménia |
| 1 | 1 |
| Darius Falcusan (PB 15′) | Darius Falcusan (26′) |

















