Sexta-feira, Dezembro 9, 2022
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Seca: Autarca de Almodôvar quer “já” construção de barragem na ribeira de Oeiras

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O presidente da Câmara de Almodôvar (Beja), António Bota, pediu hoje a construção de uma barragem na ribeira de Oeiras, naquele município alentejano, para fazer face “à falta de água” que se sente na região.

“Temos cada vez mais problemas de seca no Baixo Alentejo e [os concelhos de] Almodôvar, Castro Verde e Mértola não são abastecidos pelo Alqueva”, por isso, “esta barragem tem de ser construída já”, justificou o autarca, em declarações à agência Lusa.

Em comunicado, a Câmara de Almodôvar referiu que a nova barragem tiraria partido do troço da ribeira de Oeiras, um afluente do rio Guadiana, e serviria “para apoiar e reforçar” o abastecimento de água a partir da albufeira do Monte da Rocha, no concelho de Ourique.

Serviria assim de “abastecimento de reserva” para os concelhos alentejanos de Almodôvar, Castro Verde e Mértola e para o nordeste do Algarve, nomeadamente para os municípios de Alcoutim e Castro Marim, acrescentou a autarquia.

Segundo o município, a criação de uma albufeira na ribeira de Oeiras, estudada nos anos 90, permitiria ainda que esta “pudesse ter um caudal ecológico para abeberamento de animais” e “favoreceria também a manutenção dos ecossistemas, da fauna e flora locais”.

Para António Bota, “não faz sentido ter condições propícias em Almodôvar, tanto geográficas como naturais”, para a construção de uma nova barragem e não aproveitar “essa água antes dela chegar ao rio [Guadiana] e, por sua vez, ao mar”.

“Não temos falta de água para consumo humano enquanto o Alqueva tiver água, mas temos falta de água para todos os outros consumos” e de “uma alternativa à barragem do Monte da Rocha, que ainda não tem água suficiente para nós”, advogou o eleito socialista.

O autarca, que é também presidente da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (que reúne 13 dos 14 concelhos do distrito de Beja, com exceção do de Odemira), acrescentou que a nova barragem não está a ser reivindicada “para regadio, mas sim para consumo humano.

“Se não houver água para consumo humano ninguém fica cá a viver e cabe-nos a nós, autarcas, lutar hoje por aquilo que são as condições que precisamos para amanhã”, reforçou.

Por isso mesmo, o autarca defendeu que este assunto deve entrar “na agenda política do governo, seja via PRR [Plano de Recuperação e Resiliência], Portugal 2030, Orçamento de Estado ou por que via for”.

“O Governo e as autarquias têm a obrigação de criar condições para que as pessoas cá vivam e esta é uma das condições que tem de ser criada, porque sem água ninguém vive cá”, insistiu.

Desde outubro de 2021 até agosto choveu praticamente metade do que seria o normal, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O IPMA colocava no final de julho 55,2% do continente em situação de seca severa e 44,8% em situação de seca extrema. Não havia nenhum local continental que estivesse em situação normal, ou em seca fraca ou mesmo em seca moderada.

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