Na 17.ª edição da Feira do Porco Alentejano, em Ourique, o vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Roberto Grilo, destacou o papel estratégico do porco alentejano enquanto «património nacional e motor do desenvolvimento rural». Segundo Roberto Grilo, esta raça «não só preserva a identidade agrícola do Alentejo como representa uma mais-valia significativa para o país».
O vice-presidente da CCDR Alentejo sublinhou ainda que o setor do porco alentejano alia tradição e inovação, destacando-se pela aposta na qualidade e capacidade de projeção nos mercados nacionais e internacionais como um «produto premium de elevado valor acrescentado».
«A criação do porco alentejano está integrada no montado, um ecossistema de grande riqueza ambiental, sendo um exemplo claro de produção sustentável onde bem-estar animal, biodiversidade e economia circular caminham lado a lado», frisou Roberto Grilo, reforçando a importância de valorizar continuamente esta fileira produtiva.
Para garantir esta valorização constante, o responsável defendeu que é essencial «reforçar apoios, consolidar os canais de comercialização e assegurar condições adequadas para que os produtores possam corresponder às exigências do mercado». Roberto Grilo apontou ainda três eixos prioritários para o setor: o apoio à produção sustentável, a promoção e internacionalização dos produtos derivados, e o compromisso com a sanidade e bem-estar animal.
Roberto Grilo apelou a uma mobilização coletiva, envolvendo produtores, associações, instituições públicas e privadas, universidades e consumidores, realçando que a valorização do porco alentejano é um desafio que envolve toda a sociedade. «É essencial que os mercados reconheçam e premiem esta produção diferenciada e sustentável», afirmou.
O vice-presidente da CCDR destacou ainda o papel do município de Ourique como «pilar fundamental» para o desenvolvimento da fileira do porco alentejano, reforçando o compromisso do Governo em colaborar com os territórios do interior. «A agricultura e a pecuária extensiva devem ser motores de crescimento e desenvolvimento sustentável», concluiu Roberto Grilo, assegurando que a administração central continuará a apoiar o setor, considerando-o estratégico para a soberania alimentar e segurança nacional.




















