Risco de pobreza das famílias portuguesas voltou a baixar

Fundo de Emergência

A percentagem de pessoas que se encontram em risco de pobreza em Portugal baixou para 17,2% em 2018, sendo o valor mais baixo de sempre e representando uma descida de 1,8 pontos percentuais desde 2015, de acordo com os dados hoje divulgados pelo INE.

Este é o quarto ano consecutivo em que esta taxa se reduz no nosso país, o que reflete a evolução económica e social dos últimos anos, baseada na devolução de rendimentos, aumento do emprego e diminuição do desemprego, na valorização dos salários e no reforço da proteção social.

Desde 2015, 550 mil pessoas saíram da situação de risco de pobreza ou exclusão social, traduzindo uma redução de 5 pontos percentuais da taxa de população em risco de pobreza ou exclusão social, de 26,6% para 21,6% em 2019.

Esta evolução é particularmente significativa porque acompanhada por um forte crescimento do valor do limiar de pobreza (+7,3% em 2018), da redução da taxa de privação material e da melhoria da participação no mercado de trabalho.

O inquérito do INE, relativo aos rendimentos de 2018, conclui que a redução do risco de pobreza foi mais expressiva entre os menores de 18 anos (de 19% em 2017 para 18,5% em 2018) e entre a população idosa (de 17,7% para 17,3%).

A taxa da intensidade da pobreza também se reduziu, passando de 24,5% em 2017 para 22,4% em 2018, o que é um indicador do aumento dos rendimentos das pessoas de mais baixos rendimentos.

A taxa de privação material passou de 16,6% em 2018 para 15,1% em 2019, tal como a taxa de privação severa, que baixou de 6% para 5,6% no mesmo período.