O mercado de arrendamento no Alentejo voltou a registar aumentos no primeiro trimestre de 2026, com destaque para o Alto Alentejo, que apresentou a maior subida homóloga das rendas entre todas as sub-regiões NUTS III do país, segundo os dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
De acordo com as Estatísticas de Rendas da Habitação ao Nível Local, a renda mediana dos novos contratos de arrendamento em Portugal fixou-se nos 9,46 euros por metro quadrado, representando um aumento de 9,1% face ao mesmo período do ano anterior.
Alto Alentejo lidera subida das rendas
Apesar de continuar a apresentar dos valores médios de renda mais baixos do país, o Alto Alentejo destacou-se pela intensidade da evolução do mercado.
Segundo o INE, esta sub-região registou uma variação homóloga de 17,2%, a mais elevada entre todas as regiões NUTS III portuguesas.
Também o Alentejo Central apresentou uma evolução significativa, com um aumento homólogo de 15,7%, posicionando-se entre as três sub-regiões nacionais com maior crescimento das rendas.
Já o Baixo Alentejo registou igualmente uma subida superior à média nacional, enquanto o Alentejo Litoral apresentou um crescimento próximo dos 11%.
Alentejo Litoral com forte aumento dos novos contratos
Se nas rendas o destaque vai para o Alto Alentejo, no número de novos contratos de arrendamento foi o Alentejo Litoral que liderou o país.
Durante o primeiro trimestre de 2026, esta sub-região registou um aumento homólogo de 28,5% no número de novos contratos celebrados, o crescimento mais elevado entre as 26 sub-regiões NUTS III nacionais.
Este comportamento evidencia um aumento da atividade do mercado de arrendamento naquela zona do litoral alentejano, onde municípios como Sines continuam a apresentar dos valores de renda mais elevados da região.
Rendas continuam abaixo da média nacional
Apesar do crescimento registado, o Alentejo continua entre as regiões onde o custo do arrendamento permanece abaixo da média nacional.
No primeiro trimestre de 2026, os valores medianos das rendas situaram-se em aproximadamente:
- Alentejo Litoral: cerca de 9 €/m²
- Alentejo Central: cerca de 6 €/m²
- Baixo Alentejo: cerca de 5 €/m²
- Alto Alentejo: cerca de 4,7 €/m²
Em contraste, a média nacional fixou-se em 9,46 €/m², sendo ultrapassada apenas pela Grande Lisboa, Madeira, Península de Setúbal, Algarve e Área Metropolitana do Porto.
Sines e Grândola continuam entre os municípios com rendas mais elevadas
Na análise dos últimos 12 meses terminados em março de 2026, o INE identifica apenas dois municípios alentejanos com rendas acima da média nacional:
- Sines, com uma renda mediana de 14,65 €/m²;
- Grândola, com 10,48 €/m².
Os restantes municípios da região mantêm valores inferiores à média nacional, embora a tendência continue a ser de crescimento.



















