A reitora da Universidade de Évora, Hermínia Vilar, foi eleita presidente da Comissão Permanente do Conselho Regional da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, assumindo funções num órgão considerado estratégico para o desenvolvimento do território.
Lista eleita integra autarcas e representantes empresariais
Em declarações ao jornal ODigital.pt após a eleição, a nova presidente sublinhou que a escolha resultou de um contexto de “lista” alargada, com representantes de diferentes “instituições e autarquias” da região.
Desta forma, destacou o presidente do Instituto Politécnico de Portalegre (IPP), da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo, do presidente da Associação Empresarial do Baixo Alentejo (NERBE) e dos autarcas de Montemor-o-Novo e de Estremoz.
Assim, a presidente vincou que é “uma honra poder exercer este cargo”, também em nome da universidade, uma vez que representa igualmente um reconhecimento do papel da instituição no contexto regional.
Reitora destaca ligação entre Universidade de Évora e o Alentejo
A reitora recordou que, “uma das minhas apostas desde o início do meu mandato [de Reitora da UÉ], há cerca de quatro anos, foi fortalecer os laços entre a academia e a região e trabalhar no sentido do reconhecimento da universidade pelo território”.
Sobre a composição da lista eleita, a reitora mostrou-se confiante, referindo que a diversidade de representantes pode contribuir para “reforçar a capacidade” de afirmação política do Alentejo.
“Congregar todas estas componentes é importante para reforçar essa capacidade. O Alentejo tem de defender aquilo que, no fundo, são os seus objetivos”, acrescentou.
Fixar população e atrair empresas entre os principais desafios
A eleição, já noticiada anteriormente, do vice-presidente Roberto Grilo, também é vista por Hermínia Vilar com bons olhos, pois “é uma pessoa que conta com muita experiência, que conhece bem a CCDR e conhece bem o território”.
Hermínia Vilar considerou que os principais desafios passam por fixar população e atrair investimento, reforçando a capacidade do Alentejo para captar recursos humanos qualificados e criar emprego.
“É realmente conseguir fixar gente e fixar recursos humanos, atrair empresas e desenvolver o Alentejo”, afirmou.
A reitora destacou ainda o papel da Universidade de Évora neste objetivo, através da formação, da investigação e do desenvolvimento de projetos que contribuam para a inovação e crescimento económico da região.

