Terça-feira, Fevereiro 7, 2023
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Reitora da Universidade de Évora desafia agentes turísticos a “pensar a estratégia de inclusão e coesão”

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A Reitora da Universidade de Évora, Hermínia Vilar, desafio, esta segunda-feira, os agentes turísticos a “pensar a estratégia de inclusão e coesão dos espaços mais periféricos dentro do Alentejo”.

Hermínia Vilar falava no seminário que se realizou, esta segunda-feira, na Universidade de Évora e onde foram apresentados os resultados do Projeto PISTA e onde foi lançada a Plataforma PISTA Digital.

A Reitora da Universidade de Évora começou por falar do Projeto Pista, salientando que se trata de “um projeto inovador a vários níveis, pois, é inovador pelas parcerias que ao longo do seu desenrolar foi estabelecendo com diferentes entidades tomando o espaço do Alentejo e da Lezíria como espaço de análise e de articulação”, mas também inovador pela “privilegiada ligação entre o mundo universitário, o mundo empresarial e dos municípios, uma ligação que cada vez mais cumpre assumir como desígnio central das instituições de ensino superior

Para Hermínia Vilar, este projeto não se trata de uma “transferência de conhecimento por pensar que este conceito, para além de ultrapassado surge claramente enganador da função que a universidade e as instituições de ensino superior devem assumir na relação com a comunidade em que se inserem”.

Neste projeto a universidade surge como um elemento de capacitação e de valorização dos agentes de turismo, mas também um elemento influenciador das politicas públicas, ou seja, é seu objetivo capacitar os agentes do turismo regional na adoção de soluções que contribuam para o incremento da sustentabilidade, divulgar e partilhar o conhecimento no contexto dos agentes nacionais e internacionais, através de conteúdos que permitam divulgar o Alentejo como destino turístico sustentável”, frisou a Reitora da Universidade de Évora.

Ainda sobre a Plataforma PISTA Digital, Hemina Vilar disse que “reflete e procura dotar as instituições de uma plataforma e de informação de forma a incentivar o turismo sustentável no Alentejo”, num momento “em que o termo sustentabilidade assume uma centralidade desmedida no nosso vocabulário, correndo o risco de deturpar e fazer esquecer a sua premência, a verdade é que é cada vez mais necessário pensar em aliar a sustentabilidade a movimentos de massa”.

A Reitora concluiu afirmando que “o turismo não é uma realidade igual para todo o Alentejo, pois, ao caracter periférico do Alentejo no contexto nacional, junta-se o processo de periferização interno que torna mais premente pensar a estratégia de inclusão e coesão dos espaços mais periféricos dentro do Alentejo, tudo isto tendo como referencial a necessidade de pensar o turismo, não como um horizonte ao qual as populações têm de adaptar o seu modo de vida, mas antes como agente económico integrado numa economia ampla e diversificada”.

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