No dia em que se celebrou o Dia da Universidade de Évora, a Reitora Hermínia Vilar defendeu a necessidade de se pensar na criação de um campus universitário na cidade, tendo ainda apontado a necessidade de um “rejuvenescimento do corpo docente”.
Hermínia Vilar falava a’ODigital.pt após a sessão solene que marcou o início do ano letivo e que assinalou fundação da Universidade Jesuíta, em 1559.
Para a Reitora da Universidade de Évora um dos desafios do futuro da academia é “pensar um pouco no campus, ou seja, sem pôr em causa a ligação da universidade à cidade é muito importante que a universidade esteja na cidade, no centro histórico, mas acompanhando a própria revisão do plano de urbanização, se calhar é possível identificar eixos até de alguma consolidação da universidade.”
Instada a concretizar a ideia da criação de um campus, Hermínia Vilar referiu apenas que pretende-se “ver se é possível e estamos a desenvolver esforços nesse sentido, de construir a escola saúde junto ao hospital e talvez seja possível, mas agora não quero avançar com mais pormenores, mas talvez seja possível pensar em alguns eixos privilegiados”, acrescentando ainda que “não queremos de modo algum sair do centro histórico, pois, a universidade gosta de estar no centro histórico, mas talvez possamos aí fazer alguma consolidação no futuro próximo.”
Hermínia Vilar destacou ainda como “um dos grandes desafios do futuro” o “alojamento escolar, ou seja, de aumentar a oferta de alojamento escolar, que é realmente um desafio muito importante, de forma a darmos condições aos nossos estudantes.”
Neste Dia da Universidade de Évora, a Reitora referiu ainda que “é necessário também um rejuvenescimento do corpo docente e não docente. Todas as instituições estão a passar por isso, ou seja, a necessidade de substituir toda uma geração que entrou nos anos 80 e que está a sair”.
Para a Universidade de Évora, apontou a responsável, outro dos desafios é “estar cada vez mais a academia ligada ao território nacional, mas também o território internacional, ou seja, é necessário internacionalizar e consolidar a nossa investigação, que queremos que seja cada vez mais reconhecida nacional e internacionalmente”, acrescentando que “é também cada vez mais necessária a ligação com os municípios, com as empresas e com as instituições”.
“Neste ano que realmente nós comemoramos 50 anos da fundação do Instituto Universitário de Évora, é também um momento para pensar o futuro e para nos congratularmos com o caminho feito, porque acho que temos razões para nos congratularmos com o caminho feito, mas agora há que projetar cada vez mais a Universidade para o seu futuro”, concluiu.

















