O Município de Reguengos de Monsaraz vai promover uma programação natalícia entre 1 de dezembro e 6 de janeiro de 2026. A autarquia pretende envolver a população em várias iniciativas culturais e dinamizar a economia local durante o período festivo.
A presidente da Câmara Municipal, Marta Prates, explicou ao Jornal ODigital.pt que o objetivo é que toda a comunidade se sinta integrada. «Toda a comunidade participa através das associações. Uns vêm cantar, outros vêm dançar, outros vêm tocar cavaquinho», afirmou.
A Praça da Liberdade vai receber atividades aos fins de semana e feriados até 21 de dezembro. O programa inclui passeios de charrete, Comboio de Natal, insufláveis, Cantinho da Biblioteca, Mercado de Natal, 360 Vídeo Booth e fotografias com o Pai Natal. A autarca realçou que a participação das instituições locais é essencial para o desenvolvimento do evento. «Aquilo que queremos é que as pessoas sintam que fazem parte das comemorações», referiu.
Comboio de Natal volta a percorrer todo o concelho
O Comboio de Natal é uma das iniciativas que tem registado maior adesão. Marta Prates sublinhou que a criação desta atividade teve um impacto imediato na participação do público. «O comboio de Natal é um sucesso. As pessoas de todas as idades adoram andar no comboio», disse. A autarca salientou ainda que o programa tem uma vertente social. «O comboio vai a todas as localidades. Vai buscar os séniores aos lares. As pessoas ficam contentíssimas», explicou.
Durante a semana, o comboio percorre várias freguesias e integra também a participação de alunos das escolas. A presidente lembrou que, no ano anterior, as condições meteorológicas obrigaram ao cancelamento de uma viagem. «As pessoas do lar ficaram tristes porque o comboio não apareceu. Depois arranjámos outra data», afirmou.
Além do comboio, o concelho terá presépios em vários pontos do território. Um dos destaques é o presépio artesanal instalado no Campinho, que regressa após a estreia em 2024. «Esse presépio é muito pormenorizado e vale a pena visitar», observou a autarca.
Monsaraz recebe o presépio de rua com 50 esculturas
A vila de Monsaraz volta a acolher o Presépio de Rua, inaugurado a 1 de dezembro, às 11h30. A 26.ª edição apresenta cerca de 50 esculturas da artista Teresa Martins, que estarão expostas até 6 de janeiro. As localidades de São Pedro do Corval, Santo António do Baldio, Carrapatelo, Caridade, Campinho, Cumeada e São Marcos do Campo terão igualmente presépios de rua.
Música, teatro e cinema completam o programa
O programa inclui espetáculos infantis, teatro, cinema e animação com bandas filarmónicas e grupos da Universidade Popular Túlio Espanca. A autarca afirmou que estas parcerias permitem reforçar a identidade cultural do concelho. «As pessoas sentem que fazem parte do Natal porque contribuíram para o programa», explicou.
Estão ainda previstos insufláveis, teatro, cinema no auditório municipal e atividades para crianças ao longo de dezembro.
Campanha «Natal é no Comércio Local» reforça estímulo à economia
A autarquia vai promover a campanha «Natal é no Comércio Local». Cada compra igual ou superior a 20 euros nos estabelecimentos aderentes dá acesso a um cupão para sorteios que decorrem até 6 de janeiro. Os prémios incluem equipamentos domésticos com valores entre 800 e 1.750 euros.
Paralelamente, decorre o Concurso de Montras Natalícias, com inscrições abertas até 28 de novembro e votação pública entre 15 e 31 de dezembro. A montra mais votada receberá uma refeição para 10 colaboradores, visibilidade em meios locais e certificação.
Autarquia quer reforçar atratividade regional
Marta Prates sublinhou a importância económica e turística das iniciativas. «Preparamos um Natal e uma passagem de ano para atrair muita gente que vem de fora», afirmou. A autarca destacou que o concelho tem recebido contactos de municípios vizinhos interessados em participar nas atividades. «Há muita gente a perguntar o que vai haver em Reguengos de Monsaraz para virem e participarem», disse.
A presidente realçou ainda que o conjunto de iniciativas pretende afirmar o concelho como um território ativo. «É um concelho onde acontecem coisas e onde as pessoas têm vontade de vir», concluiu.



















